Entenda a mudança no crédito imobiliário anunciada pela Caixa

Modalidade de financiamento atrelado à poupança passa de 3,35% para 2,95% ao ano

Galton Séda CNN

em Brasília

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Em um momento de alta de preços no país, puxada, principalmente, pela gasolina e pela energia elétrica, o sonho da casa própria ficou mais próximo.

A partir de 18 de outubro, a Caixa Econômica Federal vai aplicar uma nova taxa de juros para o crédito imobiliário. Com a redução, os empresários do setor esperam que o efeito no mercado seja imediato e projetam a entrada de um milhão de pessoas no mercado imobiliário do país.

A diminuição foi na modalidade de financiamento atrelado à poupança. Nessa linha, além da variação da poupança, era aplicada uma taxa de 3,35%. Agora, passou para 2,95%.

“Outro ponto importante foi uma carência de seis meses e a ampliação do financiamento para 35 anos”, explica o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

A decisão vai na contramão do mercado. Como a Selic, que é a taxa básica de juros, vem subindo, outros bancos privados aumentaram as suas taxas recentemente. Os juros menores para aquisição da casa própria devem aquecer uma disputa entre as instituições financeiras.

A Caixa registrou em agosto a maior contratação de financiamento imobiliário da história. Foram mais de R$ 14 bilhões em novos contratos de financiamento. Com a redução dos juros, a expectativa do banco é bater novos recordes e chegar a R$ 140 bilhões este ano.

Em 2020 o banco registrou R$ 116 bilhões em contratos de financiamento habitacional e em 2019, cerca de R$ 80 bilhões.

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