Especialistas globais estão preocupados com o futuro da economia, diz pesquisa

Mais de 84% dos especialistas globais consultados pelo Fórum Econômico Mundial estão preocupados com as perspectivas para o mundo

Apenas 11% dos quase 1.000 especialistas e líderes que responderam à pesquisa do grupo esperam que a recuperação econômica global acelere nos próximos três anos.
Apenas 11% dos quase 1.000 especialistas e líderes que responderam à pesquisa do grupo esperam que a recuperação econômica global acelere nos próximos três anos. Dovis/Pexels

Charles Rileydo CNN Business

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Muitos líderes empresariais, políticos e acadêmicos estão extremamente pessimistas sobre a ameaça que o Covid-19 ainda representa, mesmo quando a pandemia entra em seu terceiro ano. Eles temem que uma recuperação econômica desigual possa aprofundar as divisões dentro das sociedades e entre os países.

Mais de 84% dos especialistas globais consultados pelo Fórum Econômico Mundial estão muito preocupados ou preocupados com as perspectivas para o mundo, de acordo com o Relatório de Riscos Globais do fórum, publicado na terça-feira (11).

Apenas 12% dos especialistas têm uma visão positiva e apenas 4% relataram se sentir otimistas.

“A maioria dos entrevistados espera que os próximos três anos sejam caracterizados por volatilidade consistente e múltiplas surpresas ou trajetórias fraturadas que separarão vencedores e perdedores relativos”, disse o WEF.

Com apenas metade da população mundial totalmente vacinada, o WEF disse que a desigualdade nas vacinas está criando uma recuperação econômica divergente “que corre o risco de agravar clivagens sociais e tensões geopolíticas pré-existentes”.

Apenas 11% dos quase 1.000 especialistas e líderes que responderam à pesquisa do grupo esperam que a recuperação econômica global acelere nos próximos três anos.

Os países em desenvolvimento, excluindo a China, ficarão ainda mais atrás das economias avançadas, segundo a pesquisa.

Mais de 40% dos especialistas e líderes pesquisados ​​pelo WEF vêm do mundo dos negócios, enquanto 16% representam o governo e 17% trabalham na academia.

Aproximadamente 45% vivem na Europa, enquanto 15% vêm da América do Norte e 13% estão baseados na Ásia.

“As consequências econômicas da pandemia estão se somando aos desequilíbrios do mercado de trabalho, protecionismo e crescentes lacunas digitais, educacionais e de habilidades que correm o risco de dividir o mundo em trajetórias divergentes”, disse o WEF, que anunciou no mês passado que adiaria sua cúpula de 2022 em Davos, Suíça.

Olhando mais adiante, a falha em agir sobre a crise climática foi o maior risco identificado pelos especialistas na próxima década, seguido por clima extremo, perda de biodiversidade, erosão da coesão social, crises de subsistência e doenças infecciosas.

 

As crises da dívida também estão entre os 10 riscos globais mais ameaçadores.

“A crise climática continua sendo a maior ameaça de longo prazo enfrentada pela humanidade”, disse Peter Giger, diretor de risco do grupo Zurich Insurance Group, que fez parceria com o WEF para produzir o relatório.

“Não é tarde demais para governos e empresas agirem sobre os riscos que enfrentam e conduzirem uma transição [energética] inovadora, determinada e inclusiva que proteja economias e pessoas”.

Os riscos também estão surgindo quilômetros acima da Terra, de acordo com o WEF, que disse que o espaço está se tornando cada vez mais militarizado ao mesmo tempo em que novos operadores comerciais perturbam o tradicional equilíbrio de poder na fronteira não governada.

“Uma consequência da atividade espacial acelerada é um risco maior de colisões que podem levar à proliferação de detritos espaciais e impactar as órbitas que hospedam a infraestrutura de sistemas-chave na Terra, danificar equipamentos espaciais valiosos ou desencadear tensões internacionais”, disse o grupo.

O Eurasia Group, uma consultoria de risco político, disse no início deste mês que a China e os Estados Unidos estão se voltando para dentro, reduzindo sua capacidade de fornecer liderança global e responder aos desafios.

Os analistas do grupo também alertaram para os riscos da má governança digital, agressão russa, tensões crescentes sobre as ambições nucleares do Irã e uma transição lenta para uma energia mais limpa.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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