Estamos enviando sinais fortes de redução de gastos e de subsídios, diz Guedes

"Nós estamos de volta às reformas estruturais", afirmou o ministro da Economia

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que, além da redução de gastos públicos após a pandemia, o governo deve anunciar a diminuição de subsídios ainda neste ano. “Acho que. antes do ano do ano, vamos dar um sinal forte de que estamos promovendo o ajuste fiscal. Estamos dando sinais que estamos removendo gastos extraordinários com a pandemia e, ao mesmo tempo, reduzindo subsídios”, afirmou durante conversa com investidores internacionais em videoconferência do Milken Institute, transmitida nesta quarta-feira (9). 

Ele ainda lembrou que há dois dias o presidente Jair Bolsonaro reforçou o fim do auxílio emergencial. Ao reduzir subsídios, o governo pode retirar incentivos fiscais para empresas, bem como acabar com a dedução de gastos com educação e saúde no Imposto de Renda da Pessoa Física ou outro tipo de auxílio financeiro concedido pelo Tesouro Nacional.

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Segundo Guedes, a grande questão do mercado financeiro é o que acontecerá em 2021. Assim, ele ressaltou a posição do governo de respeito ao Teto de Gastos. “Vai transferir esses gastos transitórios em programas e exceder o Teto de Gastos, que não pode ser removido? A resposta é: de jeito nenhum. Nós estamos de volta às reformas estruturais”, disse. 

A polêmica possibilidade de furar o Teto de Gastos voltou a deixar o mercado tenso por causa de uma versão preliminar do relatório da PEC Emergencial, que circulou entre parlamentares no início da semana e previa um flexibilização do Teto. 

OCDE e meio ambiente

Na avaliação dele, o Brasil está em vantagem na competição pela entrada na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Dos candidatos, o Brasil está em primeiro lugar. Estamos na frente de muitos parceiros regionais que querem entrar na OCDE. Estamos à frente de todas as candidaturas em termos de satisfazer os requerimentos de modernização”, analisou. 

Ainda de acordo com o ministro, a preservação do meio ambiente é um dos motivos para o país querer se juntar aos membros da OCDE. “Certamente precisamos de melhoras, certamente precisamos de ajuda de fora. Por isso, inclusive, estamos nos juntando à organizações internacionais, como a OCDE. Certamente estamos comprometidos com o acordo de Paris. Há muito mal-entendido sobre o que está acontecendo no Brasil”, completou.

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