Bolsas dos EUA fecham em queda com novas restrições relacionadas à Ômicron

Revés potencialmente devastador para um plano trilionário de investimentos do presidente Joe Biden também afetou índices

Ações de viagem sofriam as maiores quedas
Ações de viagem sofriam as maiores quedas Andrew Kelly/Reuters

Shreyashi SanyalAnisha Sircarda Reuters

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Os principais índices de Wall Street caíram mais de 1% nesta segunda-feira (20), pressionados por preocupações com o impacto de restrições mais rígidas contra a Covid-19 na economia global e um revés potencialmente devastador para um plano trilionário de investimentos do presidente norte-americano Joe Biden.

O aumento das infecções globais pela nova variante Ômicron gerava preocupações nos mercados financeiros, uma vez que vários países europeus e o Reino Unido avaliam a possibilidade de restrições durante o Natal.

No fechamento da sessão de hoje, o índice Dow Jones caiu 1,22%, aos 34.932 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 1,14%, aos 4.568 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuou 1,24%, aos 14.980 pontos.

 

“Tipicamente, o que acontece na Europa é como uma prévia do que vemos nos Estados Unidos”, disse Chris Zaccarelli, chefe de investimento da Independent Advisor Alliance.

Todos os 11 principais setores do S&P 500 caíam neste pregão, com o de energia em forte queda de 3,0%, em meio ainda ao tombo do petróleo.

Tecnologia, serviços de comunicação e consumo discricionário, setores que reúnem a maioria das ações de empresas de crescimento com megacapitalização de mercado, estendiam as perdas da sessão anterior.

Afetando ainda mais o sentimento, o senador norte-americano Joe Manchin disse no domingo que não dará suporte ao projeto de 1,75 trilhão de dólares de investimento doméstico do presidente norte-americano, Joe Biden.

 

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