Bolsas dos EUA sobem com alívio sobre Ômicron e vendas de moradias no radar

Vendas atingiram uma máxima em sete meses em novembro, impulsionadas por uma aguda escassez de casas usadas no mercado

Placa de Wall Street em frente ao prédio da Bolsa de Nova York, na cidade de Nova York, EUA
Placa de Wall Street em frente ao prédio da Bolsa de Nova York, na cidade de Nova York, EUA 16/04/2021REUTERS/Carlo Allegri

Da CNN Brasil

São Paulo

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Os principais índices de Wall Street operam em alta nesta quinta-feira (23) depois de dados sugerirem que a variante Ômicron do coronavírus é muito menos grave do que se temia. Os investidores também digerem os dados de vendas de moradias no país. Ambos os dados melhoravam o humor do mercado antes do fim de semana prolongado do Natal.

O Dow Jones Industrial Average tinha ganho de 0,75%, aos 15.636, às 13h08 horário de Brasília, enquanto o S&P 500 subia 0,76%, aos 4.732 pontos e o Nasdaq Composite ganhava 0,67%, aos 35.990 pontos.

O S&P 500 estava perto de sua máxima recorde alcançada em 22 de novembro, numa sessão de ganhos amplos entre os setores, incluindo ações relacionadas a viagens – altamente sensíveis a notícias relacionadas à pandemia.

As operadores de cassino Melco Resorts & Entertainment Ltd, Wynn Resorts e MGM Resorts subiam entre 1% e 6%, enquanto o índice S&P 1500 de companhias aéreas avançava 0,7%.

Dois fabricantes de vacinas disseram que seus imunizantes ofereciam proteção contra o Ômicron. Isso depois de informações do Reino Unido sugerirem que a cepa pode causar proporcionalmente menos hospitalizações do que a variante Delta, apoiando conclusões alcançadas na África do Sul.

Funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, alertaram contra tirar conclusões firmes sobre a virulência da Ômicron.

À medida que investidores entram no novo ano após o que tem sido um excelente 2021 para os mercados de ações, espera-se que o impacto da variante Ômicron na economia global permaneça no foco.

O S&P 500 está a caminho de um ganho de 87% desde o fim de 2018, seu melhor desempenho de três anos em mais de duas décadas.

“Na verdade, 2022 será um ano melhor do que as pessoas estão prevendo”, disse Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research.

Com os volumes de negócios inferiores do que o normal antes do Natal e do Ano Novo, os principais índices de Wall Street caminhavam para encerrar em alta a encurtada semana.

Moradias

As vendas de novas moradias unifamiliares nos Estados Unidos atingiram uma máxima em sete meses em novembro, impulsionadas por uma aguda escassez de casas usadas no mercado, mas o aumento dos preços das residências é um obstáculo para compradores de primeira viagem.

As vendas de casas novas cresceram 12,4% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 744 mil unidades, nível mais alto desde abril, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira. O ritmo de vendas de outubro foi revisado para baixo para mostrar 662 mil unidades, ante 745 mil divulgadas anteriormente.

As vendas aumentaram no densamente povoado Sul, bem como no Oeste e Nordeste, mas caíram no Meio-Oeste dos EUA.

Economistas consultados pela Reuters previam alta nas vendas de novas moradias, que respondem por mais de 10% das negociações de casas nos EUA, para uma taxa de 770 mil unidades.

As vendas caíram 14,0% em novembro em relação ao mesmo período no ano anterior. O pico foi alcançado em janeiro, com 993 mil unidades vendidas, maior patamar desde o fim de 2006.

Na quarta-feira, a Associação Nacional de Corretores informou que o estoque de moradias usadas caiu para uma mínima em oito meses em novembro.

O preço médio de uma casa nova subiu 18,8% em novembro frente a um ano antes, para 416.900 dólares. Havia 402 mil novas residências no mercado, em comparação com 392 mil em outubro.

Casas em construção representam 62,9% do estoque, com as moradias pendentes de construção respondendo por cerca de 27,4%.

*Com Reuters

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