EUA: Biden convida senadores republicanos para discutir o pacote fiscal

A meta é aprovar o pacote até março, quando acaba o auxílio-desemprego extra e outros benefícios relacionados à pandemia

do Estadão Conteúdo

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai se reunir com um grupo de dez senadores republicanos para discutir o tamanho do estímulo fiscal no país. O governo quer gastar US$ 1,9 trilhão com o pacote, mas os parlamentares propõem que o orçamento seja de um terço desse montante.

O convite para o encontro foi feito neste domingo  (31), veio horas depois de os senadores enviarem uma carta a Biden pedindo que ele negociasse, em vez de tentar aprovar o projeto apenas com votos dos democratas. A meta é aprovar o pacote até março, quando acaba o auxílio-desemprego extra e outros benefícios relacionados à pandemia.

Ganhar o apoio de dez republicanos seria significativo para Biden no Senado. Os democratas controlam 50 cadeiras da Casa, contra outras 50 dos republicanos. A vice-presidente Kamala Harris tem o voto de Minerva. 

 

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos
Foto: Reprodução/CNN (27.jan.2021)

Biden respondeu à abertura convidando os legisladores republicanos à Casa Branca para conversações, disse a porta-voz Jen Psaki, embora ele continue buscando uma medida abrangente e em grande escala.

“Com o vírus representando uma grave ameaça para o país e as condições econômicas sombrias para tantos, a necessidade de ação é urgente e a escala do que deve ser feito é grande”, disse Psaki em um comunicado.

Biden falou com a senadora republicana Susan Collins no domingo, disse Psaki, pedindo a ela e aos outros republicanos que fossem à Casa Branca para “uma troca completa de pontos de vista”.

Anteriormente, um importante conselheiro econômico da Casa Branca sinalizou disposição para discutir as ideias levantadas pelos republicanos, que lançaram uma alternativa de US$ 600 bilhões.

Mas Brian Deese, diretor do Conselho Econômico Nacional, disse à emissora NBC que o presidente democrata não estava disposto a fazer concessões sobre a necessidade de um projeto de lei abrangente para enfrentar a crise de saúde pública e os efeitos econômicos.

A aprovação da nova legislação de socorro não afetaria apenas os americanos e empresas cambaleando durante uma pandemia que matou cerca de 440.000 pessoas nos Estados Unidos, mas ofereceria um teste inicial da promessa de Biden de trabalhar para reduzir a divisão partidária em Washington.

Biden e outros democratas estão tentando usar seu controle da Câmara dos Representantes e do Senado para avançar rapidamente no objetivo principal do presidente de lidar com a pandemia.

Os Estados Unidos lideram o mundo em casos e mortes de Covid-19 por uma grande margem. Especialistas em saúde pública pediram um aumento imediato dos esforços de vacinação atrasados, à medida que novas variantes problemáticas do novo coronavírus emergem.

Com US$ 1,9 trilhão, o plano de Biden “é dimensionado para ter o poder de finalmente colocar essas duas crises para trás”, disse Jared Bernstein, membro do Conselho de Consultores Econômicos de Biden ao “Fox News Sunday”, referindo-se ao controle de vírus e alívio econômico.

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