EUA: democratas aprovam suspensão de teto de dívida; debate vai para o Senado

A votação da medida no Senado deve ocorrer no final desta semana ou no início da próxima, de acordo com assessores

Prédio do Congresso dos Estados Unidos em Washington
Prédio do Congresso dos Estados Unidos em Washington 11/02/2021 REUTERS/Erin Scott

Washington, 21, do Estadão Conteúdo

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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (21) uma medida que mantém o governo financiado até o início de dezembro e suspende seu limite de endividamento até 2022, mas sem ter resolvido o impasse partidário prestes a inviabilizá-lo no Senado.

Faltando menos de duas semanas para o atual financiamento do governo expirar, no dia 1º de outubro, a Câmara aprovou em uma votação de linha partidária, com 220 votos a favor e 211 contra, um pacote revelado no início do dia que financiaria o governo até 3 de dezembro de 2021 e suspende o teto da dívida até 16 de dezembro de 2022. O Departamento do Tesouro está atualmente usando medidas de emergência para cobrir as contas por vários meses até que o limite do débito seja aumentado ou suspenso novamente.

O Senado deve votar a medida no final desta semana ou no início da próxima, de acordo com assessores. Líderes democratas anunciaram ontem combinariam duas medidas, apesar da ampla resistência do Partido Republicano em aumentar o limite da dívida, garantindo que a ameaça de uma paralisação parcial do governo no mês que vem estaria ligada à possibilidade de o governo federal não ser capaz de pagar suas contas a tempo.

Hoje, líderes da Câmara disseram que estavam agindo rapidamente para dar ao Senado tempo para descobrir como quebrar o impasse partidário que se desenvolveu sobre o aumento do limite da dívida. Os republicanos disseram que se opõem à votação para aumentar o teto da dívida em protesto contra os trilhões em gastos que os democratas estão tentando aprovar no Congresso sem o apoio republicano.

O impasse alarmou analistas de Wall Street e líderes empresariais, que nas últimas semanas emitiram alertas sobre um risco crescente de um calote técnico, no qual o governo pode ser incapaz de fazer todos os seus pagamentos regulares integralmente e dentro do prazo. A ameaça de tal default pode prejudicar os mercados e afetar o crescimento econômico dos EUA.

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