EUA vão negar contratos federais para empresas que utilizam produtos da Huawei

Medida deve atingir empresas que usam produtos de outras quatro companhias chinesas, como Hikvision e Dahua

Loja da Huawei: Trump quer deixar de negociar com empresas que usam produtos da gigante chinesa
Loja da Huawei: Trump quer deixar de negociar com empresas que usam produtos da gigante chinesa foto-reuters-hannibal-hanschke

Reuters

Ouvir notícia

O governo Trump planeja finalizar nesta semana regulamentos que o impedirão de comprar bens ou serviços de qualquer empresa que utilize produtos de cinco empresas chinesas, incluindo Huawei, Hikvision e Dahua, disse uma autoridade dos EUA.

A regra, que surgiu em uma lei de 2019, pode ter implicações abrangentes para empresas que vendem bens e serviços ao governo dos EUA, já que agora elas precisarão comprovar que não usam produtos da Dahua ou Hikvision, mesmo que equipamentos de ambas as empresas, como câmeras de vigilância, estejam entre os mais vendidos do mundo.

Leia também:
Tim exclui Huawei de licitação de equipamentos de redes 5G no Brasil e na Itália

O mesmo vale para rádios bidirecionais da Hytera Communications e equipamentos de telecomunicações ou dispositivos móveis, como smartphones da Huawei Technologies e da ZTE.

Qualquer companhia que utilize equipamentos ou serviços em suas operações diárias dessas cinco empresas não poderá mais vender ao governo dos EUA sem uma permissão especial.

“O perigo que nosso país enfrenta de adversários estrangeiros como a China que desejam se infiltrar em nossos sistemas é grande”, disse Russ Vought, diretor interino do Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca, em comunicado à Reuters.

“O governo Trump está mantendo nosso governo forte contra redes nefastas como as da Huawei, implementando completamente a proibição de compras federais.”

A Huawei não fez um comentário imediato. Representantes da Dahua, ZTE, Hikvision e Hytera não puderam ser contatados. A nova legislação entra em vigor em 13 de agosto.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook

Mais Recentes da CNN