Confiança no aumento de vagas no setor de serviços é a maior em 8 anos 

Resultado foi apurado por sondagem feita pelo Sebrae em parceria com a FGV 

Após flexibilização, salão de beleza em São Paulo inicia atendimento com protocolos de segurança
Após flexibilização, salão de beleza em São Paulo inicia atendimento com protocolos de segurança Foto: CNN (6.jul.2020)

Iuri Corsini, da CNN, no Rio de Janeiro   

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Micro e pequenos empreendedores do setor de serviços, um dos mais afetados pela pandemia, estão mais confiantes em relação ao aumento nas contratações nos próximos três meses. Segundo pesquisa de Sondagem Econômica das Micro e Pequenas, feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 17,3% destes empresários acreditam que vão aumentar o quadro de funcionários nesses próximos meses. É o maior otimismo registrado desde outubro de 2013.   

Os números positivos, segundo a pesquisa, acontecem diante do aumento da vacinação e da redução de casos de Covid-19 no país. A contribuição mais positiva veio através dos serviços prestados às famílias, que inclui alimentação, salão de beleza, academia, alojamento, entre outros. Outro segmento em que houve maior crescimento de confiança foi o das empresas prestadoras de serviços profissionais e demais serviços. Porém, os serviços de transporte e de informação e comunicação tiveram recuo considerável – de 3,5 pontos e 2,4 pontos, respectivamente.    

 

Outro índice que apresentou melhora foi o de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE), que reúne as MPE dos três setores. Somados os incrementos dos Serviços com o do Comércio (+5,2) e Indústria (+2,8), houve um aumento de 4,1 pontos em julho, que fez com que o IC-MPE atingisse 100 pontos. Este é o melhor resultado desde dezembro de 2013 (100,2 pontos). Foi o quarto mês consecutivo de expansão do IC-MPE. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, “apesar das MPE ainda não terem recuperado todas as perdas causadas pela pandemia, os empresários estão recompondo suas expectativas para um novo ciclo de expansão”.   

“No mês de julho, melhoraram a produção, as vendas, o emprego, o crédito e foram mantidas as expectativas de continuidade da recuperação, o que pode sinalizar que o pior momento do ambiente econômico já ficou para trás. O grande desafio no curto prazo será destravar a questão das barreiras de obtenção de crédito que ainda é um grande problema, em especial, para as empresas mais novas”, completou Melles. 

Conforme a pesquisa, as regiões Sul e Nordeste, especialmente no mês de julho, foram as que mais impactaram na melhora dos índices, com destaque para os segmentos de comércio de veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras), serviços prestados às famílias e indústria de vestuário.

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