Fernando Molica: Governo não alertou sobre tamanho da crise energética até agora

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista repercutiu falas do presidente Jair Bolsonaro sobre brasileiros economizarem no consumo de luz

Da CNN

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No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (27), o jornalista Fernando Molica falou sobre a crise hídrica no Brasil, classificada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como “a maior da história” do país”. Por isso, Bolsonaro apelou para que as pessoas “apaguem um ponto de luz” em casa.

“Tem uma questão estratégica, que é mais demorada, que é aumentar as fontes alternativas de geração de energia, principalmente energia solar e eólica”, disse Molica.

“A energia que vem dos ventos é muito importante no Nordeste brasileiro e, agora, vai ser exportada para outros estados. Mas o governo tem quase três anos e não dá para dizer que ele é responsável por isso, que, de modo geral, são investimentos longos”, completou.

“Há também a questão de ter mais cuidado com o meio ambiente. A gente fala em aquecimento global, mas o governo insiste em não tratar desse assunto. Temos política desastrosa na área ambiental, isso também é um ponto importante”, destacou o jornalista.

“Faltou ao governo, nos últimos meses, fazer alertas mais importantes em relação ao tamanho dessa crise. O presidente Bolsonaro, mais uma vez, evitou dar o tamanho [da crise]. Ninguém gosta de dar más notícias, mas, às vezes, essas más notícias são necessárias”, afirmou Molica.

“Falta ao governo políticas mais efetivas, pedir para apagar uma luz é muito pouco, até porque o consumo da lâmpada é pequeno. São necessárias outras medidas, que estimulem o consumo e até medidas punitivas, não tem jeito.”

O Liberdade de Opinião tem a participação de Fernando Molica e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião / CNN Brasil (27.ago.2021)

 

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

Publicado por: André Rigue

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