FGV: confiança de serviços cai 4,3 pontos em janeiro ante dezembro, a 91,2 pontos

Queda levou o índice ao menor nível desde maio do ano passado, quando ficou em 88,1 pontos.

Setor de serviços teve recorde de expansão em julho
Setor de serviços teve recorde de expansão em julho REUTERS/Amanda Perobelli

Vinicius Neder, do Estadão Conteúdo

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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 4,3 pontos na passagem de dezembro de 2021 para janeiro deste ano, na série com ajuste sazonal, para 91,2 pontos, informou nesta sexta-feira (28) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda levou o índice ao menor nível desde maio do ano passado, quando ficou em 88,1 pontos. Foi também a maior queda desde março de 2021, quando o País foi atingido pela segunda onda da pandemia de Covid-19, com recordes de número de mortos.

Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 2,6 pontos.

“O resultado negativo desse mês parece refletir a desaceleração que já vinha sendo sinalizada nos últimos meses, mas com o acréscimo da nova onda da pandemia. Além do cenário macroeconômico ainda difícil e da cautela dos consumidores, a volta de algumas medidas restritivas já impacta a atividade do setor e liga o sinal de alerta sobre o ritmo dos próximos meses. Enquanto esses fatores persistirem vai ser difícil observar o retorno da tendência positiva da confiança no setor de serviços”, diz a nota divulgada nesta sexta pela FGV.

Em janeiro, o Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 3,1 pontos, para 89,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 5,5 pontos, para 93,2 pontos.

A queda do ICS atingiu seis dos sete principais segmentos pesquisados, informou a FGV. O destaque negativo foram os serviços prestados às famílias.

“No final de 2021, o segmento contribuiu positivamente para a recuperação do setor, atingindo nível de confiança acima do resultado agregado. Contudo, a queda nos serviços prestados às famílias se mostra mais intensa nesse mês com o surto de Ômicron e Influenza, fazendo com que a confiança retorne a patamar inferior aos demais segmentos”, diz a nota da FGV.

A Sondagem de Serviços de novembro coletou informações de 1.407 empresas entre os dias 3 e 26 do mês.

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