Fiemg calcula prejuízo diário de R$ 90 mi para economia mineira com chuvas

Federação das Indústrias do Estado (Fiemg) calcula um prejuízo diário de mais R$ 90 milhões para a economia

Barragem corre risco após fortes chuvas em Minas Gerais
Barragem corre risco após fortes chuvas em Minas Gerais Fluxo na barragem do Carioca após forte chuvas em Pará de Minas (MG). Brasil, 11 de janeiro, 2022. Foto tirada com drone. REUTERS/Leonardo Benassatto

Eduardo Rodrigues, do Estadão Conteúdo

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Além do número crescente de mortes e desabrigados pelas intensas chuvas em Minas Gerais nos últimos meses, a Federação das Indústrias do Estado (Fiemg) calcula um prejuízo diário de mais R$ 90 milhões para a economia com a paralisação das atividades e a interdição de estradas em todo o território mineiro, sendo um impacto de R$ 41 milhões apenas para o setor industrial.

Somente nos dez primeiros dias de 2022, a estimativa é a de que as perdas possam ultrapassar R$ 1,1 bilhão – equivalentes a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

De acordo com a Defesa Civil, entre de 1º de outubro de 2020 a 13 de janeiro deste ano, foram registrados 25 óbitos em decorrência das fortes chuvas.

Além disso, 4.047 pessoas foram desabrigadas e outras 26.492 foram desalojadas. Dos 853 municípios mineiros, 374 já decretaram situação de emergência.

A Fiemg aponta que 17 mil empresas foram impactadas nas cidades que tiveram estradas interditadas. Somadas, elas empregam 225 mil pessoas.

Considerando apenas o setor industrial, foram 2.340 companhias afetadas, com cerca de 80 mil postos de trabalho. As chuvas também interromperam a operação de ferrovias no estado, travando o escoamento de cargas para os portos do litoral.

A entidade destaca que o governo federal já destinou R$ 48 milhões em ajuda para os municípios mineiros, mas adianta que irá auxiliar as prefeituras no pedido por mais recursos para a reparação dos estragos causados pelos temporais.

“Minas Gerais acessa poucos recursos do governo federal porque muitas vezes os municípios pequenos não têm infraestrutura para fazer a solicitação”, considerou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.

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