Fim do embargo da carne brasileira é presente para setor, diz diretor da ABAG

À CNN Rádio, Eduardo Daher ressaltou, por outro lado, que haverá aumento de preço para o mercado interno

Em entrevista à CNN Rádio, ele avaliou que essa decisão –adiantada pelo analista da CNN Gustavo Uribe– retoma o “maior mercado de alimentos do mundo”, já que a China tem 1,4 bilhão de bocas para alimentar.
Em entrevista à CNN Rádio, ele avaliou que essa decisão –adiantada pelo analista da CNN Gustavo Uribe– retoma o “maior mercado de alimentos do mundo”, já que a China tem 1,4 bilhão de bocas para alimentar. Ministério da Agricultura/Divulgação

Amanda GarciaDuda Cambraiada CNN

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O diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Eduardo Daher, avalia que o fim do embargo chinês à carne brasileira é “um presente de Natal” para o setor.

Em entrevista à CNN Rádio, ele avaliou que essa decisão –adiantada pelo analista da CNN Gustavo Uribe– retoma o “maior mercado de alimentos do mundo”, já que a China tem 1,4 bilhão de bocas para alimentar.

No entanto, ele disse não acreditar que a decisão será sentida ainda neste ano. “Ela não vai conseguir atingir esses últimos dias de 2021, há dificuldade de logística, estamos vivendo hoje problemas com navegação marítima, volta dos contêineres que vão para a Ásia sem rapidez necessária e custos desse frete que encarecem o processo.”

Daher elogiou a atuação da Ministra da Agricultura Tereza Cristina que, segundo ele, “foi a diplomata que reabriu esse mercado.”

No lado do “copo meio vazio”, o diretor da ABAG destacou que “com a retomada de exportações, o mercado de carnes vai preferir exportar a vender no mercado local, porque recebe em dólar e consequentemente vamos assistir a, de novo, um encarecimento da carne nos açougues e supermercados.”

O período da pandemia, de acordo com o especialista, trouxe a característica de “importar a inflação”: “O mundo quer estocar comida, por sorte o Brasil é um grande produtor, nosso câmbio favorece que o agro exporte e encarece o produto no mercado doméstico.”

“É um problema de oferta e demanda desequilibradas, acredito que em 6 meses deveremos voltar a acomodar num nível constante, onde não só exportaríamos como abasteceríamos o mercado doméstico”, completou. Para 2022, Eduardo Daher projeta que será novamente um ano de resultados excelentes para o agronegócio brasileiro.

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