Pix: cerca de 100 sites falsos para roubar dados já foram criados, diz advogada

Advogada Florence Terada também ressalta que não é necessário o cadastramento no sistema para poder utilizá-lo

Da CNN, em São Paulo

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O Pix – nova modalidade de transferência bancária digital – começou a ser utilizado no Brasil, mas não sem problemas.

Diversos clientes vem reclamando que seus bancos estão realizando cadastros no Pix sem autorização, o que provocou o Banco Central a emitir nota nesta sexta-feira (16) de que irá fiscalizar e punir a instituições financeiras que cadastram clientes sem autorização prévia.

Para além do problema de cadastro, a advogada Florence Terada alertou, em entrevista à CNN, que já há no Brasil pelo menos 100 sites falsos que simulam cadastro no Pix com o objetivo de roubar dados de clientes.

“O processo do Pix é seguro, se equipara a um TED ou DOC porque pressupõe a autenticação do cliente. Porém é preciso observar o cadastro em websites. Segundo uma consultoria de segurança da informação, foram criados 100 sites falsos para roubar dados sob pretexto de estar se cadastrando no novo sistema.”

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A advogada Florence Terada
A advogada Florence Terada
Foto: CNN (16.out.2020)

Terada ressalta que o cadastramento não é necessário para a utilização do Pix. Ela diz também que, ao mesmo tempo em que o cliente pode usar um dado pessoal como chave de acesso ao sistema, ele pode escolhar uma chave aleatória para aumentar a proteção de seus dados.

“O cliente pode escolher se quer cadastrar seu celular, CPF e até seu email como chave para receber valores. O cliente que não quiser cadastrar uma chave com dado pessoal, pode gerar uma chave aleatória, com letras e números, sem usar dados pessoais relacionados a conta. É uma opção utilizada para proteger dados pessoais.”

(Edição: Sinara Peixoto)

 
 

 

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