Foxconn quer produzir carros elétricos na Europa, Índia e América Latina

Em maio, a Foxconn e o grupo Stellantis anunciaram um plano para criar uma joint-venture para fornecimento de tecnologias para carros conectados.

Previsão de venda de carros importados despencou com a alta do Dólar (13.Ago.2013)
Previsão de venda de carros importados despencou com a alta do Dólar (13.Ago.2013) Foto: Nacho Doce/Reuters

Ben Blanchardda Reuters

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A Foxconn quer produzir veículos elétricos na Europa, Índia e América Latina, incluindo em cooperação com montadoras alemãs, disse nesta quarta-feira o presidente do conselho de administração do grupo de tecnologia taiuanês, Liu Young-way.

A Foxconn planeja se tornar um grande nome no mercado global de veículos e já fechou acordos com a startup norte-americana Fisker e com o grupo tailandês de energia PTT.

Falando em um fórum de negócios em Taipé após revelar três protótipos de veículos elétricos na segunda-feira, Liu disse que por restrições devido a cláusulas de sigilo não poderia dar detalhes sobre seus planos para Europa, Índia e América Latina, onde o Brasil é o maior mercado e maior mercado de veículos.

“Na Europa será um pouco mais rápido. Mas não posso comentar mais”, disse ele.

Questionado se a Foxconn iria cooperar com fabricantes alemães de veículos ele respondeu “indiretamente, afirmando que o cronograma é primeiro Europa, depois Índia e depois América Latina. Ele acrescentou que o México é “muito possível”.

Liu já havia mencionado o México, que tem acordos de comércio com os Estados Unidos, como local possível de produção de veículos elétricos.

O executivo afirmou que a empresa vai usar o modelo BOL, do inglês build, operate and localize (produção, operação e localização), investindo com parceiros para construir e operar fábricas locais e depois vendendo para consumidores locais.

Em maio, a Foxconn e o grupo Stellantis anunciaram um plano para criar uma joint-venture para fornecimento de tecnologias para carros conectados.

A Foxconn, mais conhecida por ser a fabricante dos celulares da Apple, planeja fornecer componentes ou serviços para 10% dos veículos elétricos do mundo entre 2025 e 2027, buscando diversificar seus negócios para além da área de produção terceirizada de eletrônicos de consumo.

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