Freio na economia global previsto pela ONU vem de efeito estatístico, diz economista

À CNN Rádio, Jason Vieira avaliou que previsão da ONU de que o comércio global terá retração pode não se traduzir regionalmente

A alta na taxa básica de juros é um dos fatores que explicam a desvalorização
A alta na taxa básica de juros é um dos fatores que explicam a desvalorização 03/11/2009REUTERS/Rick Wilking

Amanda GarciaLarissa Coelhoda CNN

em São Paulo

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A Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) prevê uma desaceleração do comércio global após o recorde de US$ 28,5 trilhões em 2021. Para o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, a desaceleração é esperada, mas a previsão de crescimento envolve outros fatores regionais.

“Os números são mais um assentamento estatístico do que qualquer outra coisa. Eles apresentam dados em nível global, mas regionalmente podem não se traduzir. Há indicadores de que os Estados Unidos tiveram bom desempenho e também de que o Brasil não teve uma performance ruim”, explicou.

A desaceleração se dá justamente por causa da superação do momento crítico da pandemia, de acordo com Jason. O momento agora é de reversão do quadro: se antes vinha da contração para a expansão, o que ocorre é uma redução dentro deste cenário mais normalizado.

“O que vai acontecer daqui para frente é mais complicado para se chegar a uma conclusão, tanto para o lado positivo, quanto para o negativo”, ponderou. Diferentemente de outros colegas, o economista afirmou ter uma perspectiva um pouco mais positiva em termos de crescimento.

Segundo ele, entre os itens, está a injeção de recursos em ano eleitoral, contratos de concessão no ano passado que estão para se realizar e também o agronegócio, que tem perspectiva de crescimento.

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