GALG, BTCR: 10 fundos imobiliários recomendados para investir em outubro

IFIX fechou o mês de setembro com queda acumulada de 1,24% com Selic e inflação no radar

Confira os fundos imobiliários indicados para outubro
Confira os fundos imobiliários indicados para outubro Freepik

Tamires Vitoriodo CNN Brasil Business

em São Paulo

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O IFIX fechou o mês de setembro com queda acumulada de 1,24%. O principal índice de fundos imobiliários segue sofrendo com as altas na taxa Selic, o que deve continuar acontecendo no curto prazo.

Além disso, a inflação acumulada em 12 meses de 10% também impactou os ganhos do IFIX. Aceleradas, as expectativas para o IPCA no ano estão acima de 8%.

Fora do país, a situação da segunda maior incorporadora da China, a Evergrande, que apresenta um alto risco de calote, entrou para o radar dos investidores, ao mesmo passo em que, nos Estados Unidos, existem dúvidas sobre o pagamento de dívidas e em relação ao aumento do juros pelo comitê do Federal Reserve.

“Setembro foi o mês de imprevisibilidade, incerteza e risco fiscal. O mês foi marcado por volatilidade no mercado internacional. No cenário doméstico, o risco fiscal perpétua com a discussão sobre o andamento das reformas e a manutenção do teto dos gastos, que aumenta o risco Brasil e reflete em um real desvalorizado”, afirma Isabella Suleiman, analista de fundos imobiliários da Genial Investimentos.

A carteira

Pensando em um cenário ainda volátil que exige cuidados na hora de investir, o CNN Brasil Business segue publicando mensalmente a sua carteira de fundos imobiliários, seguindo o exemplo da já tradicional carteira de ações, também divulgada no início de cada mês.

No caso dos FIIs, são dez papéis selecionados a cada 30 dias com base nas recomendações das seguintes corretoras e casas de análise: Ativa Investimentos, Órama, BTG Pactual, Necton e Genial Investimentos. Em outubro entram na carteira os fundos TGAR, PLCR, RBRP, BTCR e GALG. Confira:

BRCO11

“O fundo da Bresco tem foco na aquisição e locação de ativos logísticos estabilizados, bem localizados, com boa qualidade construtiva e locação a inquilinos de qualidade de crédito pelo menos AA. A gestão também possui expertise para uma eventual expansão da ABL dos ativos do portfólio.

O fundo da Bresco possui 11 ativos, da Bahia ao Rio Grande do Sul, com 71% da sua ABL composta por imóveis last mile. Com relação a locação dos ativos, 58% dos contratos são na modalidade atípica, com inquilinos como o Grupo Pão Açúcar, Whirlpool, DHL, BRF e Natura.

Nossa recomendação se baseia no fato do fundo ser negociado a R$ 3,3 mil/m², quando, em nossa visão, o valor justo deveria ser próximo de R$ 3,5 mil/m² considerando o custo de reposição e o valor do terreno onde os ativos estão localizados. Também acreditamos que as últimas locações realizadas ainda não foram precificadas e estimamos um incremento nos dividendos de R$ 0,03/cota após o período de carência dos contratos firmados”, dizem os analistas da Genial Investimentos.

TRXF11

“Fundo de Investimento Imobiliário com foco na distribuição de renda e dividendos aos seus cotistas através de uma gestão ativa que busca maximizar seu retorno por meio da aquisição, do desenvolvimento e da venda de imóveis locados preferencialmente para grandes empresas com contratos de longo prazo”, dizem os analistas da Ativa Investimentos.

CVBI11

“O VBI CRI é um fundo focado no investimento em CRIs indexados à inflação e ao CDI. A carteira do fundo é bem diversificada entre vários segmentos. O fundo tem maior concentração no setor de logística (26%) seguido por loteamento e residencial (21%), shoppings (14%), multipropriedade (7%), educacional (6%) e varejo (5%).

Na distribuição por indexador apresenta 59,3% alocado em IPCA +, 27,8% em CDI +, 9% em FIIs e 11% em caixa. A taxa média de alocação por indexador é de IPCA + 6,9% e CDI + 3,5%. Gostamos da carteira do fundo, que apresenta boa diversificação de setores. O fundo mantém quantia saudável de caixa. Além disso, como o fundo tem exposição de 32% em CDI se beneficia dos aumentos previstos para a taxa de juros”, dizem os analistas da Necton.

DEVA11

“O DEVA11 tem a proposta de ser um fundo de renda com foco em investimentos de renda fixa, priorizando CRIs de lastro pulverizado em busca de retornos elevados por trás de uma estrutura robusta de garantias. A carteira é bastante diversificada por segmentos, alocando 29% em multipropriedade, 18% em loteamento, 31% corporativo, 7% shoppings, 11% incorporação vertical e 1% time sharing.

A gestão da Devant se diferencia devido à capacidade de originação e estruturação de operações, o que permite a rápida alocação dos recursos captados em emissões. Em relação a este assunto, em setembro o fundo anunciou a 5ª emissão de cotas, que tem como principal objetivo a pulverização da carteira de CRIs, de forma a mitigar riscos e melhorar a relação risco X retorno”, dizem os analistas da Órama.

HGRU11

“O fundo celebrou dois contratos de compra e venda, e atualmente possui na carteira imobiliária um empreendimento no Rio de Janeiro alocado para o Ibmec. Tem por objeto a exploração de empreendimentos imobiliários urbanos de uso institucional e comercial”, dizem os analistas da Ativa.

TGAR11

“Fundo de gestão TG Core Asset atua no mercado de desenvolvimento imobiliário, com foco direcionado para a região do cinturão da soja (Goiânia, parte do Mato Grosso e Maranhão).

O TGAR busca participações societárias majoritárias, permitindo implantar rígidas práticas de governança, gestão contábil e administrativa. Visto que o equity não dispõe do mesmo nível de garantias do CRI, é necessário um grau de acompanhamento muito mais detalhado de todo o processo.

Em junho de 2021 encerrou a décima emissão de cotas do fundo (oferta 400), captando R$ 503 milhões. Diante disso, nos próximos meses, o TGAR seguirá alocando os recursos captados, tendo em vista o pipeline robusto que possui, com operações de equity e crédito”, dizem os analistas da Órama.

PLCR11

“O PLCR11 é um fundo da categoria de títulos, que investe primordialmente em CRIs, possuindo 33 na carteira. Em termos de segmentos, o fundo está com maior concentração no segmento corporativo (42%), seguido por residencial (26%), shopping (17%) e pulverizado (15%). Nos indexadores, o fundo está mais alocado em IPCA (78%), seguido pela Selic (16%) e CDI (6%). As taxas médias de aquisição são IPCA + 6,02% e CDI + 4,09%.

O fundo, em nossa visão, possui uma boa carteira, focada em built to suit, sendo um risco mais reduzido. Pela composição de indexadores, o fundo tem boa exposição à IPCA +, que deve continuar alto nos próximos meses”, dizem os analistas da Necton.

RBRP11

“O RBRP11 vem anunciando diversas movimentações, tendo como base os seguintes objetivos: desinvestimento de ativos maturados com ganho de capital, aquisição de imóveis a preços abaixo do custo de reposição, consolidação de participação em ativos nos quais já possui posição e investimento em empreendimentos em desenvolvimento em regiões prime de São Paulo, com objetivo de geração de valor.

Essa última estratégia não deve ultrapassar 10% do PL fundo, porém representa uma ótima oportunidade de resultados adicionais. Além disso, o time da RBR reforça a importância que tem dado a princípios ESG na gestão do RBRP11”, dizem os analistas da Órama.

BTCR11

“O BTG Pactual Crédito Imobiliário é um fundo que investe em CRIs, possuindo atualmente 24 na carteira. O fundo tem uma carteira mais focada em CRIs residenciais e logísticos. O cenário atual de alta nos índices de inflação vem impactando positivamente a distribuição de proventos para os fundos que têm grande exposição a índices de preço.

Enxergamos agora uma oportunidade de se posicionar em fundos com mais exposição ao CDI, dado o cenário de alta dos juros em 2021. Com 41% da carteira exposta em CDI, o BTCR11 deve se beneficiar no cenário de aumento dos juros”, dizem os analistas da Necton.

GALG11

“Fundo logístico sob gestão da Guardian Gestora. Atualmente não apresenta vacância física ou financeira, sendo que todos os contratos de locação possuem prazo de 7 a 17 anos no modelo atípico. Entre os locatários estão BRF, Souza Cruz, Air Liquide e Almanara”, dizem os analistas da Ativa.

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