Gerdau: Segunda onda da Covid-19 não teria tanto impacto nos negócios

Gerdau diz que uma segunda coincidiria com a efetivação de uma vacina contra o coronavírus e pegaria a empresa "muito bem preparada para enfrentá-la"

Siderúrgica nos Estados Unidos: empresa se diz muito bem preparada para enfrentá-la
Siderúrgica nos Estados Unidos: empresa se diz muito bem preparada para enfrentá-la Foto: David McNew/Reuters

Alberto Alerigi Jr.,

da Reuters

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Uma eventual segunda onda de Covid-19 no Brasil, com decretações de novas medidas de quarentena, não traria impactos muito grandes para as operações da Gerdau (GGBR4), afirmou o presidente da companhia, Gustavo Werneck, nesta quarta-feira.

Segundo o executivo, que participou de apresentação online a investidores, uma nova onda de contaminações coincidiria com a efetivação de uma vacina contra o coronavírus e pegaria a empresa “muito bem preparada para enfrentá-la”.

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“Isso (risco de nova onda de Covid-19) está sempre no nosso planejamento de riscos…Mas neste momento não vemos essa segunda onda causando impactos grandes em nossos negócios”, disse Werneck.

Nesta quarta-feira, a Comissão Europeia anunciou contrato de suprimento de até 300 milhões de doses da candidata a vacina contra Covid-19 da Pfizer e da BioNTech. A vacina das duas empresas é uma das primeiras a mostrar dados provisórios bem-sucedidos de um teste clínico de larga escala contra o coronavírus.

No início do ano, a Gerdau tomou decisão de parar unidades de produção de aço no Brasil, mas a decisão foi logo revista depois que flexibilizações nas quarentenas foram adotadas e a demanda pela liga no país começou a se recuperar com força em meio à redução nos estoques locais.

Werneck afirmou que, apesar da forte recuperação na demanda vista nos últimos meses, as operações da Gerdau no Brasil “ainda estão muito distantes” de precisarem de novos investimentos em expansão de capacidade.

A empresa tem atualmente instalações produtivas paradas no Paraná e na Bahia, enquanto a usina de Ouro Branco (MG) tem capacidade excedente de produção de aço que a Gerdau tem aproveitado para exportações, disse o executivo.

O presidente da Gerdau avaliou que 2021 ainda trará janela de oportunidade para reposição de estoques na cadeia de aço no Brasil e que as operações nos Estados Unidos tendem a ter uma recuperação de negócios mais lenta pois a empresa não tem participações relevantes em segmentos complementares como distribuição de aço e fornecimento de matéria-prima como sucata como tem no Brasil.

Questionado sobre os efeitos da eleição do democrata Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos, Werneck afirmou que ainda é cedo para uma avaliação precisa, mas ponderou que a Gerdau “ainda não viu impactos de curto prazo em seus negócios…o backlog (carteira de pedidos) continua muito consistente”.

Na frente de custos, a expectativa da Gerdau é que os spreads metálicos, a diferença entre o custo da sucata e o preço do aço vendido pela empresa, em 2021 serão similares aos atuais, uma vez que novas capacidades de produção de aço nos Estados Unidos não vão ser ativadas todas de uma vez no próximo ano. “Não vai ter nenhuma disrupção no fornecimento de sucata. Criamos nos últimos dois anos mais capilaridade na compra de sucata”, disse o executivo.

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