Gestora norte-americana faz oferta por ativos móveis da Oi

Interessada na Oi, a Digital Colony pode buscar parcerias com outras empresas de telecomunicações para fornecer serviços usando a infraestrutura adquirida

Orelhão da Oi: Digital Colony quer comprar a unidade de telefonia móvel da operadora
Orelhão da Oi: Digital Colony quer comprar a unidade de telefonia móvel da operadora foto-reuters-ricardo-moraes

Da Reuters

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A gestora de private equity norte-americana Digital Colony fez uma oferta pela unidade de telefonia móvel da operadora de telecomunicações Oi, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto.

Voltada para investimentos em infraestrutura digital, com ativos no Canadá, na América Latina e na Europa, a Digital Colony está interessada nos ativos de rede móvel da Oi, não necessariamente em fornecer serviços de telecomunicações diretamente aos consumidores, disseram as fontes.

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A Digital Colony pode buscar parcerias com outras empresas de telecomunicações para fornecer serviços usando a infraestrutura adquirida da Oi, caso sua proposta saia vencedora. Ela poderia vender alguns dos ativos comprados, disse uma das fontes.

A empresa de private equity, que tem cerca de US$ 20 bilhões em ativos sob gestão, já está conversando com um desses potenciais parceiros, a Algar Telecom, sobre um possível acordo, afirmaram as fontes.

A Digital Colony, que no início deste ano estava buscando levantar um novo fundo de bilhões de dólares, já tem no Brasil uma empresa de soluções de infraestrutura para a indústria de telecomunicações, chamada Highline do Brasil.

Não está claro se a Digital Colony fez uma oferta pelos ativos móveis da Oi diretamente ou por meio da Highline, adquirida pelo fundo em 2019 da gestora Patria Investimentos.

A Highline também entregou uma proposta vinculativa para adquirir a unidade de torres de telefonia da Oi por R$ 1,08 bilhão na sexta-feira.

A Oi recebeu duas ofertas vinculantes para seus ativos móveis neste mesmo dia. Além da Digital Colony, as operadoras TIM, Telefônica Brasil e Claro fizeram uma oferta conjunta.

A operadora brasileira em recuperação judicial estabeleceu um preço mínimo de R$ 15 bilhões para seus ativos móveis. A empresa pretende usar os recursos da venda de ativos para financiar infraestrutura de fibra óptica e banda larga e pagar dívidas como parte de seu esforço para se reestruturar.

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