Google oferece não usar dados da Fitbit para ter aquisição aprovada pela UE

Gigante da tecnologia fez oferta de US$ 2 bilhões para adquirir a Fitbit. União Europeia se preocupa com o uso de dados da empresa de dispositivos fitness

Logo da Fitbit: empresa de dispositivos fitness está no meio de entrave entre Google e União Europeia
Logo da Fitbit: empresa de dispositivos fitness está no meio de entrave entre Google e União Europeia foto-reuters-brendan-mcdermid

Da Reuters

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O Google, de propriedade da Alphabet, ofereceu não usar dados de saúde da Fitbit para direcionar anúncios em uma tentativa de resolver as preocupações antitruste da União Europeia sobre sua proposta de US$ 2,1 bilhões para adquirir a empresa, disse na noite de segunda-feira. 

A oferta, anunciada em novembro do ano passado, ajudaria o Google a enfrentar a Apple e a Samsung no mercado de dispositivos fitness e relógios inteligentes, além de outras empresas, incluindo Huawei e Xiaomi.

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“Este acordo é sobre dispositivos, não dados. Agradecemos a oportunidade de trabalhar com a Comissão Europeia em uma abordagem que protege as expectativas dos consumidores de que os dados do dispositivo Fitbit não serão usados para publicidade”, afirmou o Google em comunicado por email.

A Reuters informou na semana passada que tal promessa de dados provavelmente pode ajudar o Google a garantir a aprovação da UE para o acordo.

Com apenas 3% do mercado mundial de dispositivos vestíveis no primeiro trimestre de 2020, a Fitbit está muito atrás da participação de 29,3% da Apple e também fica atrás da Xiaomi, Samsung e Huawei, de acordo com dados da empresa de pesquisa International Data Corp.

Embora o acordo tenha atraído fortes críticas de defensores da privacidade de ambos os lados do Atlântico, por preocupações de que o Google possa usar os dados de saúde de usuários do Fitbit para aumentar seu domínio na publicidade online, os problemas de privacidade não se enquadram nas regras da concorrência.

A Comissão Europeia estendeu seu prazo para chegar a uma decisão até 4 de agosto, após a proposta do Google. A Comissão buscará feedback de rivais do Google e de usuários antes de decidir aprovar o acordo, exigir mais concessões ou abrir uma investigação de quatro meses, se houver preocupações mais sérias.

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