Governo de São Paulo arrecada R$ 980 milhões com leilão de duas linhas da CPTM

O consórcio formado pela CCR foi o vencedor da licitação. Outros três grupos apresentaram ofertas pelas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM

Leonardo Guimarães,

do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Depois da sequência de leilões do governo federal, há duas semanas, o governo de São Paulo leiloou nesta terça-feira (20) duas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O vencedor do leilão foi o Consórcio Via Mobilidade Linhas 8 e 9, formado pela CCR e RuasInvest Participações, que levou a licitação por R$ 980 milhões. 

O valor mínimo da outorga era de R$ 323,9 milhões. Com isso, o ágio foi de 202,56%. 

Agora, a CCR ganhou o direito de operar as linhas de trens 8-Diamante e 9-Esmeralda. Juntas, as duas linhas recebem cerca de 1,1 milhão de passageiros diariamente. Com a pandemia de Covid-19, o fluxo nas estações caiu, mas a expectativa é de retomada em breve. 

O projeto prevê investimento de R$ 3,3 bilhões da empresa ganhadora na melhoria dos transportes ao longo dos 30 anos de contrato com o estado de São Paulo. Esse dinheiro pode ser destinado à compra de novos trens e abertura e modernização de estações, por exemplo. 

Vencedora da licitação, a CCR vai ter receita com as tarifas cobradas pelas passagens. Ao mesmo tempo, terá de cuidar da operação de 38 estações e dos 72,8 quilômetros de extensão das linhas Diamante e Esmeralda. 

A CCR era uma das maiores interessadas no projeto, já que é a maior operadora privada de metrôs em São Paulo. A empresa opera as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 17-Ouro e buscava manter sua hegemonia. 

As ofertas da CCR aconteceram mesmo depois de uma participação agressiva no leilão de aeroportos do governo federal, que rendeu à empresa a concessão do bloco Sul por R$ 2,1 bilhões e do lote Central por R$ 754 milhões.  

O leilão desta terça-feira foi menos disputado que o esperado. Eram esperados pelo menos seis concorrentes, mas apenas quatro consórcios apresentaram ofertas. A Simpar (ex-JSL), que já havia disputado outras licitações de transporte com a CCR era vista como forte concorrente, mas sequer apresentou proposta. 

Ofertas

Além da oferta vencedora de R$ 980 milhões, foram registradas outras três propostas na B3, que organizou o leilão. 

O Consórcio Mobitrens, liderado pela Comporte, ofertou R$ 787 milhões, proposta que daria ágio de 143% ao leilão. 

Já o Consórcio Integração, liderado pela Ibérica Holding, fez uma oferta de R$ 519 milhões (ágio de 60%). A menor proposta veio do grupo liderado pela Itapemirim, que ofertou R$ 400 milhões (ágio de 23%). 

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