Governo deveria ter enfrentado problema de frente, diz Lira sobre teto de gastos

Presidente da Câmara defendeu a PEC dos Precatórios aprovada na comissão especial da Casa, que deve possibilitar a criação do Auxílio Brasil, novo programa social do governo

Da CNN

Em São Paulo

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, aprovada na comissão especial da Casa.

A emenda deve possibilitar a criação do Auxílio Brasil, novo programa social do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), mas gera discussão sobre o furo no teto de gastos públicos.

Segundo Lira, o erro do governo foi não assumir a necessidade de se ultrapassar o teto.

“No meu ponto de vista, só errou porque teria que ter enfrentado esse problema de frente. Nós no ano passado votamos uma PEC que alteramos o teto em R$ 700 bilhões e não mexeu no Brasil porque todos nós sabemos da importância de socorrer todos os setores e todos aqueles que precisavam de assistência do governo para ultrapassarmos a pandemia”, falou o deputado.

“O governo tinha que ter dito ‘eu não tenho o projeto aprovado no Senado que me permita aprovar um projeto permanente de R$ 300 dentro do teto, eu vou fazer um temporário para 20 milhões de famílias de R$ 400 e vou usar aqui mais R$ 30 bilhões este ano, muito menos do que os R$ 700 (bilhões) no ano passado’. Todo mundo ia entender.”

Guedes defende Auxílio Brasil

No domingo (24), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que segue defensor do teto de gastos e a implementação do Auxílio Brasil não seria um problema. “Eu sou defensor e vou continuar defendendo teto, agora, o presidente (Jair Bolsonaro) tem que tomar decisão política muito difícil. Eu tenho que calibrar essa ajuda”, afirmou.

“O presidente precisava de R$ 30 bilhões a mais, e o Senado não avançou com a reforma do Imposto de Renda, que daria essa fonte”, disse. “A reformulação [do teto] é tecnicamente correta, as despesas e o teto estão casados”, declarou.

(Publicado por: André Rigue)

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