Governo diz ter atingido R$ 200 bilhões em vendas de ativos

Equipe econômica mira venda da Eletrobras para turbinar programa de privatizações

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Logo do BNDES Foto: Sergio Moraes/Reuters

Renata Agostini e Anna Russi, da CNN Brasil

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O governo Jair Bolsonaro diz ter alcançado R$ 204,7 bilhões em vendas de ativos. A marca inclui venda de ações do BNDES em empresas como Vale e Suzano, da fatia da Caixa no Banco Pan e do controle da BR Distribuidora.

Para chegar ao montante, o Ministério da Economia considera operações feitas de 2019 para cá. Com a divulgação, a equipe do ministro Paulo Guedes tenta rebater as críticas de que o programa de privatizações do governo está completamente parado.

“Se isso é estar parado, não sei o que seria não estar parado. Conseguimos fazer em dois anos e cinco meses algo transformador. Agora é o momento da colheita”, afirma Diogo Mac Cord, secretário especial de Desestatização.

O próprio time de Guedes explica, porém, que o número diz respeito a “desinvestimentos”, que incluem alienação de ações detidas por estatais e vendas de subsidiárias. As privatizações, como a de Eletrobras e Correios, ainda precisam sair do papel.

Guedes chegou a prometer levantar R$ 1 trilhão com a venda de estatais. Em agosto do ano passado, seu secretário escalado para tocar a área, o empresário Salim Mattar, deixou o governo.

O Ministério da Economia conta com a venda de Eletrobras e Correios para turbinar o montante de vendas neste ano. A venda dessas duas grandes estatais depende da negociação do governo com o Congresso.

A expectativa dentro da equipe econômica é que o relatório da privatização possa ser votado ainda neste mês, já que a medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro perderá validade no dia 22 de junho.

No caso da venda dos Correios, a equipe de Guedes tem como meta publicar o edital em novembro. Isso fará com que as duas operações só sejam concluídas em 2022, no melhor dos cenários.

Prevista para ser totalmente finalizada em janeiro do ano que vem, a venda da Eletrobras tem potencial para resultar em operação de até R$ 100 bilhões – estimativa que considera a saída completa do governo do capital da empresa, com vendas secundárias de ações após a privatização.

Além de Correios e Eletrobras, a equipe econômica programou ainda para este ano as vendas de Ceasa MG; CBTU em Belo Horizonte; porto de Vitória; Emgea, empresa pública de gestão de ativos; e Trensurb, de Porto Alegre.

Com isso,  a equipe econômica estima que o setor privado pode mobilizar de R$ 100 bilhões a R$ 300 bilhões em investimentos no Brasil ao longo do ano.

Para o ano que vem, pretende aprovar também a venda do Porto de Santos e das outras quatro praças da CBTU.

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