Governo leiloa 5 terminais portuários no Maranhão e no Rio Grande do Sul

A expectativa do Ministério é conseguir, ao todo, investimentos de R$ 600 milhões com a concessão dos terminais

Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Nesta sexta-feira (9), o Ministério da Infraestrutura finaliza sua rodada de leilões chamada de Infra Week, com o leilão de cinco terminais portuários no Brasil. Destes, quatro estão no Porto de Itaqui (IQI03, IQI11, IQI12 e IQI13), no Maranhão, e um no Porto de Pelotas (PEL01), no Rio Grande do Sul.

A expectativa do Ministério é conseguir pelo menos R$ 600 milhões em melhorias nesses terminais. O evento ocorre na B3, em São Paulo, às 15h.

As áreas do porto nordestino têm como principal objetivo o armazenamento de granéis líquidos, funcionando como distribuidor desses produtos para as regiões Norte e Nordeste por meio da cabotagem, totalizando, ao todo, mais de 120 mil metros quadrados. 

O de Pelotas, por sua vez, é focado em carga geral, em especial toras de madeira, e contribui principalmente para a produção de celulose, com cerca de 23 mil metros quadrados. 

Porto do Itaqui
Foto: Porto do Itaqui / Divulgação

Infra Week

A venda dos ativos fecha uma semana que começou com o leilão para conceder 22 aeroportos à iniciativa privada por até 30 anos, que renderam R$ 3,3 bilhões, e com um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia. 

Em dois anos, o programa de concessões do governo já leiloou 41 ativos e contratou R$ 44 bilhões em investimento e mais R$ 13 bilhões de outorga. 

Em 2021, a expectativa do Palácio do Planalto é de que sejam concedidos mais de 50 empreendimentos, o que garantiria mais de R$ 140 bilhões para o setor. O governo prevê chegar ao final de 2022 com a contratação de R$ 250 bilhões em infraestrutura.

Aeroportos

Na quarta-feira (7), ocorreu o leilão de 22 aeroportos, com ágio de mais de 3.000% em relação aos valores mínimos estabelecidos pelo Executivo e totalizando R$ 3,3 bilhões em valores de outorga, para além dos R$ 6,1 bilhões que devem ser investidos pelas empresas nos terminais. As concessões foram divididas em três blocos: 

  • Sul – Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC), e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS)
  • Norte I – Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), e Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC);
  • E Central – (Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís e Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Petrolina (PE).

A brasileira CCR, que administra o aeroporto de Confins (região metropolitana de Belo Horizonte), levou os blocos Sul e Central, por R$ 2,1 bilhões e R$ 754 milhões, respectivamente. A francesa Vinci Airports, que comanda o terminal de Salvador, arrematou o bloco Norte I, por R$ 420 milhões. 

Em entrevista à CNN, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, comemorou o resultado e garantiu que o governo federal vai conseguir cumprir o plano de R$ 250 bilhões em investimentos contratados até 2022.

Ferrovia

Na quinta-feira (8), ocorreu o leilão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com apenas uma empresa com lance válido. A Bahia Mineração (BAMIN) arrematou o ativo com outorga de R$ 32,7 milhões, valor mínimo proposto pelo governo federal.

O pedaço, que conta com 537 quilômetros de extensão, deve ainda prospectar R$ 3,3 bilhões de investimentos em 35 anos de concessão, sendo R$ 1,6 bilhão para a conclusão das obras, e gerar 65 mil empregos diretos e indiretos. 

O governo espera concluir, ainda, a implementação de mais dois trechos para a ferrovia: entre Caetité (BA) e Barreiras (BA), e de Barreiras (BA) a Figueirópolis (TO). Com isso, poderá conectar o porto de Ilhéus à também ferrovia Norte-Sul. 

* Com informações de Agência Brasil

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