Governo pede explicações a supermercados e cooperativas por alta da cesta básica

Varejistas terão de explicar o aumento dos produtos da cesta básica que compõem a cesta básica, como arroz, feijão, leite e óleo de soja

Raquel LandimBasília Rodriguesda CNN

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Preços dos alimentos têm influenciado o aumento da inflação
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou nesta quarta-feira (09) cooperativas e varejistas para explicar o aumento dos produtos da cesta básica que compõem a cesta básica, como arroz, feijão, leite e óleo de soja.

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Foram emitidas notificações às principais empresas e associações do ramo de produção e distribuição de alimentos, como Urbano Agroindustrial, Cooperativa Agroindustrial, Cooperja, Grupo Nelson Wendt, Grupo Ceolin, Caal, Guacira alimentos, Brejeiro, São João Alimentos, Cooperja – Cooperativa Agroaceleradora e Cooperativa Juriti. 

No varejo, foram notificados Grupo Big, Carrefour, GPA (Pão de Açúcar), Cencosud, Sonda Supermercados, SDB Comércio de Alimentos, Mart Minas Distribuição, Companhia Zaffari, DMA Distribuidora e Savegnago Supermercados. 

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), com quem o presidente Jair Bolsonaro se encontrou hoje, também recebeu notificação pedindo dados. 

“Ainda não temos dados que comprovem conduta abusiva”, disse à CNN Juliana Domingues, secretária nacional do consumidor do Ministério da Justiça. Ela esclareceu que está sendo feito um mapeamento da causa dos aumentos de preços. Se for identificada conduta abusiva, a multa pode chegar a R$ 10 milhões. 
“O aumento de valores foi notado especialmente em relação ao arroz que, apesar dos positivos volumes produtivos da última safra brasileira, sofreu diminuição da oferta no contexto global, gerando uma elevação do preço”, disse.

A secretária considerou positiva a iniciativa do governo federal para reduzir as tarifas de importação para elevar a concorrência. Em entrevista à CNN, a ministra Tereza Cristina disse que o governo deve isentar de taxas a entrada de 400 mil toneladas de arroz até o fim do ano.

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