Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Governo vai ajudar aéreas e pode ter lucro de até 100% na operação, diz Guedes

    Ministro da Economia comentou assunto em entrevista exclusiva à CNN Brasil

    Ouvir notícia

    O governo finaliza as condições para o socorro financeiro às empresas aéreas afetadas pela crise econômica e o ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita que poderá ter lucro de até 100% nessa operação. “Nós vamos comprar 10%, 15% ou até 20% de uma grande companhia aérea. E, quando ela subir, nós vamos vender essas ações e vamos ganhar 50%, 100%”, disse o ministro no programa “O Brasil Pós-Pandemia: a Retomada”. 

    Aos âncoras William Waack e Rafael Colombo, Guedes explicou que a ajuda ao setor aéreo será feita com a emissão de debêntures conversíveis em ações. Nesse tipo de operação, o banco empresta dinheiro à companhia e recebe esses títulos de dívida. Caso o compromisso não seja pago, o banco fica sócio da empresa porque a dívida é transformada automaticamente em ações. Guedes explicou que o socorro às áreas será feito nesse modelo. 

    “Se você quiser ajudar uma empresa gigante, tem de ir com o instrumento adequado”, disse. Guedes lembra que o dinheiro não será 100% público nessa operação  e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o coordenador da operação que contará também com a participação privada.

    Leia também:
    Arrecadação de junho já supera 2019 e confirma retomada, diz Guedes

    Guedes: Governo vai anunciar quatro grandes privatizações em até 90 dias

    Outro segmento que terá ajuda do governo será o automotivo. O ministro mencionou que as empresas pediram capital de giro e que o governo pediu garantias das matrizes nessas negociações. 

    Mais cedo, o presidente da Azul, John Rodgerson, disse em entrevista à CNN que as conversas com os bancos estão adiantadas e a linha de crédito poderá sair ainda nesta semana. Nessa negociação, o executivo mencionou que os bancos pediram que a companhia “fizesse a lição de casa”. Nos últimos dias, a empresa demitiu cerca de 500 empregados. 

    Mais Recentes da CNN