Governos europeus discutem medidas conjuntas de € 500 bi contra coronavírus

Itália e Espanha, países mais afetados pela pandemia, defendem a criação de eurobonds, títulos internacionais expedidos em moeda diferente da do emissor

Homem usa máscara em meio ao risco de coronavírus em estação de metrô de Milão, na Itália (25.fev.2020)
Homem usa máscara em meio ao risco de coronavírus em estação de metrô de Milão, na Itália (25.fev.2020) Foto: Flavio Lo Scalzo/REUTERS

Reuters

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Os ministros das Finanças da zona do euro devem chegar a um acordo nesta terça-feira (7) sobre medidas no valor de mais de € 500 bilhões para combater as consequências econômicas do coronavírus, mas devem afirmar que os planos para emitir conjuntamente dívida precisará de mais negociação.

A Itália e a Espanha, os mais afetados pela epidemia, também têm sido os maiores defensores da necessidade de criar eurobonds para aliviar a profunda recessão esperada na Europa neste ano devido à pandemia e financiar uma recuperação.

Mas Holanda, Alemanha e vários outros são contra mutualizar a dívida e argumentam que já que todos os países da zona do euro podem ainda emprestar de forma barata no mercado e que os limites da UE sobre décitis foram suspensos, não há necessidade de criar eurobonds agora –especialmente dado que o processo levará anos.

“Existe muito espaço para solidariedade dentro dos instrumentos e instituições existentes. Temos que explorar essas ferramentas totalmente e continuar abertos a fazer mais. Um pacote forte está sendo feito”, disse o presidente dos líderes da UE, Charles Michel.

Os ministros farão uma teleconferência às 10h (horário de Brasília) nesta terça-feira. Eles então preparam uma lista de ideias para os líderes da UE, focando em três ou quatro medidas que podem ser adotadas imediatamente.

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