Guedes: Enquanto Brasil entra em novo ciclo longo de crescimento, EUA e Europa saem

Ministro demonstrou muito otimismo com o potencial do Brasil como novo protagonista nas cadeias de produção, especialmente na energia e nos alimentos

Ministro da Economia Paulo Guedes
Ministro da Economia Paulo Guedes 07/04/2022REUTERS/Adriano Machado

Fernando Nakagawado CNN Brasil Business

Enviado especial a Davos

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O Brasil está ingressando em um novo ciclo longo de crescimento, enquanto os Estados Unidos e a Europa passam por um momento de aumento da incerteza econômica e fim de um período de expansão. A avaliação foi feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em entrevista de balanço do Fórum Econômico Mundial, o ministro demonstrou muito otimismo com o potencial do Brasil como novo protagonista nas cadeias de produção, especialmente na energia e nos alimentos.

“Nós estamos começando um ciclo novo. Foram várias reuniões que mostram essa mudança. As empresas querem investir no Brasil. Essa onda só está desacelerada por causa da inflação, que estamos atacando e, por isso, vamos crescer menos, o consumo vai ser menor. Mas já já vai ser impor a dinâmica de um ciclo longo [de crescimento]”, disse Guedes.

O ministro deu como exemplo o encontro bilateral com CEO da empresa APM Terminals, Keith Svendsen. O executivo chefia a empresa que opera várias áreas portuárias no mundo e tem terminais em Itajaí, Itapoã, Pecém e Santos, no Brasil. “A empresa, que é do grupo Maersk, quer comprar o Porto de Santos”, disse.

O executivo disse ainda que “o Brasil pode virar a nova Arábia Saudita da energia verde”. Segundo Guedes, Svendsen argumentou que o Brasil tem grande potencial de energia solar e eólica e pode se tornar ainda mais importante gerador de energia.

Guedes argumenta que o aumento do investimento na economia que pode chegar a 20% do PIB neste ano, é um sinal do novo ciclo de crescimento. “E está vindo mais por aí. Tem a Eletrobras, aeroportos, portos…”

A situação de países desenvolvidos, diz o ministro, é contrária. “Estamos (o Brasil) saindo do inferno e, por outro lado, eles [países desenvolvidos] estão começando a entrar no inferno porque estão acabando os ganhos da globalização para eles”.

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