Guedes: estamos no pior momento da inflação, que deve terminar o ano em 8%

Nesta semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) informou que o IPCA - que mede a inflação oficial no país - acumula alta de 9,68% nos últimos 12 meses

Ministro da Economia, Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes 25/06/2021REUTERS/Adriano Machado

Anna Russido CNN Brasil Business

Brasília

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que a inflação está em um patamar mais elevado do que o esperado. Nesta semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) informou que o IPCA – que mede a inflação oficial no país – acumula alta de 9,68% nos últimos 12 meses.

“Quando falamos em inflação, acho que estamos no pior momento. Cerca de 9%, mas acho que terminaremos o ano em 7,5% ou 8%, porque ainda temos alguns avanços a fazer e reduzir impostos e itens importados”, estimou em participação em evento virtual do Credit Suisse, nesta sexta-feira (10), com investidores estrangeiros.

Na avaliação dele, a equipe econômica será bem sucedida em conter a inflação, uma vez que os gatilhos fiscais e a autonomia do Banco Central já foram aprovados. “Nossa expectativa é que dezembro do ano que vem nós teremos inflação de 4%, que é o topo da curva”, comentou.

Guedes ainda reforçou que a recuperação econômica em V já é um fato, mas que o desafio agora é transformar isso em um crescimento sustentável baseado em investimentos. “Esperamos desaceleração da retomada. Agora, batalhamos para transformar a recuperação cíclica em sustentável”.

Segundo o ministro, a estimativa é de que o governo Bolsonaro terminará a gestão até 2022 gastando menos do que em 2019, quando assumiu. “Deixaremos a dívida em 77% ou 78% do PIB. Estamos muito comprometidos com o fiscal e vamos lutar até o último momento”, acrescentou.

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