Guedes pede paciência ao setor de serviços e promete desoneração da folha

Ministro prometeu enviar ao Parlamento em breve a desoneração da folha de pagamentos, que beneficiaria o setor cujo principal insumo é a mão de obra

Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva de imprensa em Brasília.
Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva de imprensa em Brasília. Foto: Anderson Riedel - 15.mai.2020/PR

Raquel Landimda CNN

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu “paciência” ao setor de serviços e reconheceu que essa é a área mais prejudicada pelo seu projeto de reforma tributária. As declarações foram feitas em uma reunião nesta quarta-feira (22) com diversas associações de classe.

Pela proposta de reforma tributária entregue por Guedes ao Congresso, a tributação do setor de serviços sobe dos atuais 3,65% de PIS/Cofins para 12% na nova CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

Em troca, o ministro prometeu enviar ao Parlamento em breve a desoneração da folha de pagamentos, que beneficiaria o setor cujo principal insumo é a mão de obra. Segundo apurou a CNN, a reunião foi cordial, mas a reação dos empresários foi cética.

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Eles reclamaram com o ministro sobre o “timing” diferenciado da apresentação das propostas e questionaram se ele poderia garantir que vai conseguir aprovar a desoneração da folha.

“Me comprometo a lutar com todas as minhas forças, mas não tenho como garantir”, reconheceu Guedes, conforme o relato de pessoas presentes.

Para Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o setor não pode contar apenas com essa promessa e aceitar um aumento de carga tributária, porque está “quebrado” por conta da pandemia.

“Informei ao ministro que vamos trabalhar contra a unificação de PIS e Cofins no Congresso”, disse Solmucci à CNN.

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