Guedes quer conversar com Maia antes de prorrogação do auxílio emergencial

Segundo Maia, redução escalonada do auxílio emergencial vai exigir o envio de uma nova medida provisória ou projeto de lei para análise do Congresso

Igor Gadelhada CNN

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O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, causou saia-justa para seus colegas de Esplanada ao anunciar no Twitter, na manhã desta quinta-feira (25), que o Executivo vai pagar mais três parcelas do auxílio emergencial nos valores de R$500, R$ 400 e R$300.

Segundo apurou a CNN, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda tenta alinhar o tema com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, antes de fazer um anúncio oficial da prorrogação do benefício, também conhecido como “coronavoucher”. 

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À CNN, o presidente da Câmara demonstrou resistências ao anúncio feito por Ramos. Segundo ele, a redução escalonada do auxílio emergencial anunciada pelo general vai exigir o envio de uma nova medida provisória ou projeto de lei para análise do Congresso.

Maia prefere o pagamento de duas parcelas adicionais do benefício de R$ 600 cada. “O custo (da redução escalonada) é o mesmo. E duas (parcelas) de R$ 600 não precisa de lei”, ponderou o presidente da Câmara à coluna.

Após a repercussão, o ministro da Secretaria de Governo apagou seu tuíte. Segundo Ramos, a postagem estava “incorreta”, pois o pagamento escalonado de mais três parcelas do auxílio ainda é uma hipótese em discussão no governo. 

Nesta quarta-feira (24), Guedes afirmou à CNN que o governo deve anunciar “muito em breve” a prorrogação do auxílio emergencial. O cheque da equipe econômica, porém, não quis antecipar valores nem o total de parcelas que o governo pretende pagar.

Rodrigo Maia e Paulo Guedes em abril de 2019
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento do Lide em Campos do Jordão (SP)
Foto: Amanda Perobelli – 5.abr.2019/Reuters

 

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