Havan, de Luciano Hang, desiste de IPO

Só em outubro, oito empresas nacionais já desistiram dos planos de listagem na B3.

Foto: Divulgação

Renato Carvalho, do Estadão Conteúdo

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A rede varejista Havan protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a desistência da realização de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). De acordo com informações no site da autarquia, a desistência foi formalizada na segunda-feira (26).

Segundo o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou no início deste mês, os bancos coordenadores já haviam recomendado que a Havan não finalizasse a operação nesta janela, por conta da alta volatilidade do mercado de ações.

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A ideia era que a empresa passe mais tempo em reuniões com investidores, para beneficiar o entendimento do negócio. O prospecto da companhia foi protocolado na CVM no fim de agosto.

Da tranche primária, os recursos seriam utilizados para os investimentos em expansão de lojas e do centro de distribuição, tecnologia e reforço no capital de giro.

A varejista nasceu em Santa Catarina e hoje são 147 lojas físicas, muitas com a “marca” de terem na fachada uma réplica da Estátua da Liberdade. A expectativa da Havan era estrear na Bolsa com um valor de mercado próximo a R$ 70 bilhões.

O movimento é um revés para o empresário Luciano Hang, um notório apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Com a oferta anunciada em agosto, Hang planejava vender uma fatia da icônica cadeia de lojas .

Só em outubro, oito empresas nacionais já desistiram dos planos de listagem na B3.

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