Hotéis do Rio já registram 100% de ocupação para o Réveillon

Sem a tradicional festa de Copacabana, rede hoteleira aposta em eventos temáticos e atrai turistas do mundo todo

Multidão assiste queima de fogos na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro
Multidão assiste queima de fogos na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro 01/01/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Camille CoutoJaqueline Frizonda CNN

no Rio de Janeiro

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A quase duas semanas do Réveillon, a rede hoteleira da capital carioca já registra 100% da ocupação. Segundo dados da Associação de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), a virada do ano de 2021 para 2022 já se mostra melhor do que dos últimos dois anos, inclusive, 2019, antes da pandemia, que fechou em 88%.

Em 2020, com medidas mais restritivas na cidade, os hotéis tiveram 70% dos quartos reservados. Para o presidente do Conselho da ABIH- RJ, Alfredo Lopes, os números são bons e o momento é de esperança para o setor.

“Com o dólar alto, o Rio é uma excelente opção. Com certeza teremos uma boa movimentação econômica na cidade.” Destacou, Lopes.

Sem o megaevento na orla de Copacabana, os estabelecimentos estão investindo em festas particulares. O hotel Othon em Copacabana já está praticamente sem quartos disponíveis para os dias mais concorridos. Diferentemente de 2020, o cenário desta vez trouxe de volta os clientes, mas o perfil do viajante mudou, segundo o direito de hotelaria Jorge Chaves.

“Estamos contando com muito mais clientes nacionais que estrangeiros a Covid-19 está em momentos diferentes em outros países e isso faz com que muitos viajantes não possam estar com a gente este ano. Mesmo assim alguns mercados como o americano e alguns países da Europa têm mostrado interesse e temos uma grande procura desses clientes para esta que é a data mais procurada por esse perfil de cliente”.

No Hotel Nacional no bairro de São Conrado não existem mais vagas. Todas as reservas para o Réveillon estão fechadas. Quem decide se hospedar em um hotel com vista para o mar, muitas vezes quer uma festa mais intimista. Na virada estão sendo programa das diferentes atrações para agradar a clientela.

Para dar conta da movimentação o hotel segue o caminho contrário ao da pandemia, com contratações de funcionários, garante a gerente geral Renata Beraldo. “Aumentamos bastante nosso quadro justamente para atender esse aumento de demanda. Eu saí de 170 colaboradores e estou chegando com 220.

Com a demanda voltando tem mais geração de emprego e a gente consegue dar nossa contribuição enquanto negócio. Tem uma questão social importante que é você gerar emprego e contribuir com as famílias, tem a questão do próprio segmento que vai tomando um corpo. O segmento de turismo é super representativo dentro do PIB, isso vai dando mais corpo e energia para que a gente saia mais fortalecido dessa crise”.

A escolha dos turistas pela capital carioca parece não ter sido afetada com o anúncio do cancelamento da tradicional festa de Copacabana, zona sul do Rio. Durante coletiva de imprensa, no último dia 8, o prefeito Eduardo Paes, informou este ano, que será realizada uma versão “simplificada” do megavento, para evitar aglomerações devido ao avanço da variante Ômicron do coronavírus.

Sem shows, a virada do ano será marcada pela queima de fogos e vinte e cinco torres de som, entretanto, sem música ao vivo. A atração acontece em utros nove pontos da cidade terão celebrações: praia do Flamengo, Piscinão de Ramos, Ilha do Governador, Igreja da Penha, Parque Madureira, Bangu, praia de Sepetiba, praia do Recreio e na Barra da Tijuca.

O britânico Daniel George Clegg é um dos estrangeiros que optou em desembarcar na cidade do Rio para passar o Réveillon. Pela primeira vez no Brasil, ele conta que se sente mais seguro nesse momento para voltar a viajar e o fato de não ter a festa de Copacabana não atrapalhou seus planos.

“Eu escolhi ir para o Rio porque o amor da minha vida mora lá. É a primeira vez que viajo desde a COVID-19. Eu espero ver o Rio vibrante, feliz com festas. Com sorte vai estar um clima bom, o Rio tem boa comida, cultura e muitas coisas para ver e fazer”, diz

De acordo com dados divulgados pela RIOgaleão, o aeroporto internacional prevê a chegada de até 120 mil passageiros domésticos e 33 mil estrangeiros para a segunda quinzena de dezembro. A maior parte dos turistas internacionais terá como origem Argentina, Chile e Europa.

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