Houve melhora no desemprego, mas estamos longe do ideal, diz economista

À CNN Rádio, Renato Veloni afirmou que patamar entre 6 e 8% não deve ser atingido no curto prazo

Informalidade é uma questão negativa nos dados de desemprego, segundo especialista
Informalidade é uma questão negativa nos dados de desemprego, segundo especialista REUTERS/Amanda Perobelli

Amanda Garciada CNN

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O índice de desemprego, que caiu a 12,6% no trimestre até setembro, divulgado pela Pnad Contínua nesta terça-feira (30) deve ser comemorado, segundo o economista Renato Veloni.

Em entrevista à CNN Rádio, ele avalia que o ano passado foi muito complexo no mundo inteiro por causa da pandemia. “O PIB caiu 4% e se recuperou neste ano 4%. O desemprego estava em 12% pré-pandemia e agora vem caindo. A expectativa é cair ainda mais”.

Mesmo assim, Veloni ressalta que a informalidade é uma questão negativa nos dados. “A maior parte da redução do desemprego se dá pela informalidade, ainda tem taxa de subutilização de emprego muito grande (…). O que está crescendo é um emprego ainda precário”.

De acordo com o professor de macroeconomia do Ibmec de São Paulo, para que o índice caia abaixo do patamar dos 12%, “o buraco é mais embaixo”.

“Vamos precisar ter expectativas de crescimento do Brasil, com reformas, situação político-social mais tranquila, para que rompa o patamar de desemprego de 12% e fique em situação melhor”, disse.

Veloni vê um patamar entre 6% e 8% como bom, “mas estamos bem distantes disso, não dá para contar com isso no curto prazo ou nos próximos dois anos”.

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