Huawei lança sistema operacional HarmonyOS para smartphones

O principal fabricante de equipamentos de telecomunicações da China entrou uma lista negra de comércio dos EUA durante o governo de Donald Trump

De acordo com integrantes do mercado, a chinesa Huawei oferece tecnologia melhor e mais barata para o 5G
De acordo com integrantes do mercado, a chinesa Huawei oferece tecnologia melhor e mais barata para o 5G Foto: Tyrone Siu - 25.mar.2019/ REUTERS

David Kirton, da Reuters

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A Huawei Technologies anunciou nesta quarta-feira (2) o lançamento do sistema operacional Harmony (HarmonyOS) para smartphones, enquanto tenta se recuperar das sanções dos Estados Unidos contra a companhia.

A Huawei começará a lançar o HarmonyOS em certos modelos de seus smartphones a partir da noite desta quarta-feira (2), oferecendo aos usuários a chance de trocar o sistema operacional atual baseado na plataforma Android, do Google.

O uso do HarmonyOS significa que a empresa não dependerá mais totalmente do Android. As sanções norte-americanas proibiram o Google de fornecer suporte para novos modelos de aparelhos da Huawei e acesso ao Google Mobile Services, o pacote de serviços de desenvolvedor no qual a maioria dos aplicativos Android é baseada.

A Huawei está anunciando o HarmonyOS como uma plataforma de “Internet das Coisas”, destinada a operar e conectar outros dispositivos, como notebooks, smartwatches, carros e eletrodomésticos.

A Huawei pretende lançar o HarmonyOS em 200 milhões de smartphones e 100 milhões de dispositivos inteligentes de terceiros até o final do ano, disse Wang Chenglu, presidente do departamento de software do Huawei Consumer Business Group, que lidera os esforços para desenvolver o HarmonyOS desde 2016.

O principal fabricante de equipamentos de telecomunicações da China entrou uma lista negra de comércio dos EUA durante o governo de Donald Trump devido a supostas preocupações de segurança nacional. Washington nunca forneceu provas e a Huawei tem negado desde então que representa risco à segurança do país.

A proibição colocou os negócios de celulares da Huawei sob imensa pressão. Outrora a maior fabricante de smartphones do mundo, a Huawei agora está em sexto lugar globalmente, com uma participação de mercado de 4% no primeiro trimestre enquanto Apple e Samsung seguiram avançando.

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