Ibovespa fecha na menor pontuação em 6 meses, abaixo dos 112 mil; dólar sobe

No acumulado da semana, o principal índice da B3 recuou mais de 2%

Notas de cem dólares
Notas de cem dólares 02/08/2011REUTERS/Yuriko Nakao

Reuters

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O Ibovespa engatou a quarta queda consecutiva, trabalhando abaixo dos 112 mil pontos, pressionado pelo cenário doméstico ainda complicado, mas também pelo ambiente externo desfavorável, principalmente a queda de commodities.

No fechamento do pregão, o Ibovespa caiu 2,07%, aos 111.439 pontos, o menor patamar desde 25 de março. No acumulado, o principal índice da B3 tem a terceira perda semanal seguida, com queda acentuada de mais de 2%.

O volume financeiro somou R$ 32,4 bilhões, com a sessão marcada pelo vencimento de opções sobre ações, que costuma ter entre as séries mais líquidas papéis com peso relevante no Ibovespa.

Já o dólar apontou máxima pela manhã, com os investidores repercutindo o aumento do imposto sobre operações financeiras IOF e seu impacto fiscal à medida que aguardavam as reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil da semana que vem.

No fim da sessão, a moeda americana avançou 0,33%, a R$ 5,282 na venda, deixando para trás as leves perdas registradas no início do pregão. Na máxima do dia, o dólar foi a R$ 5,3171.

A moeda norte-americana à vista encerrou a semana em alta de 0,37%, após fechar a última sexta-feira em R$ 5,2679 na venda. No mês, ganhos em setembro somam 2,23%. Em 2021, a cotação se valoriza 1,85%.

Para a Genial Investimentos, os ativos no Brasil estão reagindo ao risco de desrespeito ao teto dos gastos, em meio à imprevisibilidade do governo, incerteza sobre o desfecho para a questão dos precatórios e qual será o custo do Auxílio Brasil.

“Enquanto a dúvida em relação ao respeito ao teto dos gastos estiver pairando sobre a economia brasileira, os investidores irão continuar a precificar um elevado risco fiscal, o que significa preços dos ativos em queda nos mercados.”

As negociações na bolsa paulista teve como pano de fundo a piora nas perspectivas de crescimento da economia brasileira, inflação elevada e juros maiores, bem como uma crise hídrica.

Em Wall Street, o sinal negativo também prevaleceu, com ações de empresas de tecnologia entre as maiores pressões, além de receios sobre possível aumento na tributação de empresas e cautela antes de decisão do Federal Reserve na próxima semana.

Com isso, o Dow Jones caiu 0,48%, para 34.583,17 pontos, o S&P 500 teve queda de 0,92%, para 4.432,69 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,91%, para 15.043,97 pontos.

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