Bolsa sobe 2,2% e volta aos 93 mil pontos, maior patamar em quase 3 meses

Aumento da liquidez nos mercados externos favorece o interesse por mercados mais arriscados, caso de países emergentes como o Brasil

Pregão na bolsa paulista, a B3 (24.mai.2016)
Pregão na bolsa paulista, a B3 (24.mai.2016) Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

Ouvir notícia

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou a quarta-feira (3) em alta de 2,15%, a 93.002,14 pontos. Foi o segundo dia de alta forte, e é a maior pontuação desde 6 de março, quando o índice ficou em 97.996,77

A bolsa brasileira segue acompanhando as principais bolsas do exterior e um movimento de maior otimismo global, em meio à reabertura econômica de diversos países, enquanto os números de contágios por coronavírus seguem desacelerando em grande parte deles.

Os investidores vêm ganhando confiança com o afrouxamento das medidas de isolamento social, além das expectativas de mais estímulos monetários nas principais economias do mundo. Apesar disso, permanecem as preocupações sobre a fragilidade das relações entre Estados Unidos (EUA) e China.

Dados sobre o mercado de trabalho nos EUA nesta manhã mostraram que o setor privado norte-americano fechou 2,76 milhões de vagas em maio, um dado forte ainda, mas bem abaixo do estimado por analistas, de corte de 9 milhões.

Na China, a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit mostrou que o setor de serviços voltou a crescer no mês passado pela primeira vez desde janeiro.

No Brasil, dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre a produção industrial em abril, mostraram uma queda preocupante. A produção industrial brasileira caiu 18,8% em abril, na comparação com o mês anterior – a queda mais intensa da indústria desde o início da série histórica, em 2002, e o segundo resultado negativo consecutivo, acumulando uma perda de 26,1% no período.

Enquanto isso, o cenário político ainda segue sendo observado de perto pelo mercado. Na véspera, o Senado decidiu adiar a votação do projeto que cria a Lei das Fake News para ter mais tempo de analisar e discutir da matéria, de acordo com a assessoria do relator da proposta, senador Angelo Coronel (PSD-BA)

Lá fora

Em Wall Street, os mercados tiveram um dia de fortes altas, com investidores otimistas sobre uma recuperação econômica, apesar do caos social que se espalha pelo país. O Dow Jones subiu 2,05% e o do S&P 500 ganhava 1,36%.

Na zona do euro, o índice FTSEurofirst 300 subiu 2,57%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 2,54%, retomando o nível mais alto desde 6 de março.

As bolsas chinesas praticamente não oscilaram nesta quarta-feira, diante das preocupações sobre a tensão do país com os EUA. O índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen fechou com estabilidade, enquanto o índice de Xangai teve leve alta de 0,1%.

Ambos atingiram uma máxima de quase três meses no início do pregão, após os dados econômicos apontarem melhora no setor de serviços do país.

(Com Reuters)

Mais Recentes da CNN