Sob otimismo global, Ibovespa fecha 6ª alta seguida pela 1ª vez desde outubro

Farta liquidez global e recuo inesperado do desemprego nos Estados Unidos animaram os investidores nesta sexta (5)

Painel na bolsa de valores de São Paulo (03.abr.2019)
Painel na bolsa de valores de São Paulo (03.abr.2019) Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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Sustentada pela farta liquidez global, expectativas otimistas sobre a retomada das economias pós-coronavírus e dados melhores que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, a bolsa brasileira encerrou a semana no campo positivo. O Ibovespa, principal índice acionário da B3, fechou a sexta-feira (5) em alta de 0,86%, a 94.637 pontos, tendo alcançado 97.355,75 pontos na máxima da sessão. 

O Ibovespa não registrava uma sequência de seis pregões em alta desde outubro de 2019, mas ainda segue distante da máxima intradia registrada em janeiro, de 119.593 pontos. Na semana, a terceira seguida no azul, o índice subiu 8,3%, reduzindo as perdas acumuladas no ano para cerca de 18%. O volume financeiro nesta sexta-feira (5) foi novamente acima da média diária de 2020 e totalizou R$ 38,4 bilhões.

O sentimento positivo foi catalisado pela queda inesperada da taxa de desemprego nos EUA, de 14,7% em abril para 13,3% em maio, conforme informou mais cedo o Departamento do Trabalho. O resultado surpreendeu os economistas, que previam um aumento da desocupação para 19,8%. No total, foram criadas 2,509 milhões de vagas fora do setor agrícola, ante perda recorde de 20,687 milhões em abril.

“Isto está completamente fora das expectativas”, disse Subadra Rajappa, chefe de estratégia de taxas dos EUA na Societe Generale, Nova York. “Este é um passo tremendamente positivo na direcção certa, e provavelmente aponta para uma recuperação mais rápida, pelo menos no mercado de trabalho, do que as pessoas esperavam”.

Entre os destaques de alta desta sexta (5) estão os subíndices dos setores da indústria, energia e saúde. Também se sobressaíram as ações de companhias aéreas, depois que a Gol anunciou acordo para reduzir salários e jornadas de funcionários até 2021.

Lá fora 

Ativos arriscados ao redor do mundo foram impulsionados nesta semana, à medida que as economias continuavam a emergir de suas paralisações. No exterior, os mercados registraram ganhos, amparados por dados melhores que o esperado sobre desemprego nos EUA. O petróleo era mais um fator de otimismo, mediante expectativa pela reunião da Opep+ para discutir mais cortes de produção, neste sábado (6). 

Em Wall Street, os os três principais índices de ações fecharam o dia com alta de 2% ou mais. O Nasdaq chegou a superar sua máxima histórica de fevereiro, mas reduziu os ganhos e encerrou a sessão a um triz do recorde. O Dow Jones terminou o pregão com crescimento de 3,15%, para 27.110,98 pontos, o S&P 500 avançou 2,62%, para 3.193,93 pontos — reduzindo as perdas do ano para 1,1% — e o Nasdaq teve alta de 2,06%, para 9.914,08 pontos.

Na zona do euro, as ações acumularam sua melhor semana em dois meses, com investidores adquirindo ações de bancos, montadoras e empresas de viagens em meio aos crescentes sinais de que a economia global está se recuperando da pandemia. O Eurofirst subiu 2,47%, a 1.461 pontos, enquanto o índice pan-europeu Stoxx ganhou 2,48%, a 375 pontos.

Enquanto isso, o mercado acionário da China fechou a sexta (5) em alta, encerrando a melhor semana em três meses, com os investidores apostando que o governo dará mais ajuda para a economia conforme ela se recupera do surto de coronavírus e enfrenta novas tensões com os EUA.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com alta de 0,48%, enquanto o índice de Xangai avançou 0,4%. Já o subíndice do setor financeiro do CSI300 subiu 0,2%, o de consumo ganhou 0,4% e o imobiliário caiu 0,9%.

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(Com Reuters)

 

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