IGP-M sobe 2,94% em março; em 12 meses, alta é de 31,1%, diz FGV

Em março de 2020, o índice que reajusta os aluguéis havia subido 1,24% e acumulava alta de 6,81% em 12 meses

Thâmara Kaoru, do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 2,94% em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (30). Com o resultado, o índice acumula alta de 8,26% no ano e de 31,10% em 12 meses.

Em março de 2020, o índice havia subido 1,24% e acumulava alta de 6,81% em 12 meses. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

“Todos os índices componentes do IGP-M registraram aceleração”, afirmou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), por exemplo, que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 3,56% em março, ante 3,28% em fevereiro. A principal contribuição para a alta foi do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de queda de 0,86% para alta de 0,72%, diz a FGV.

Centros urbanos
Imóveis em São Paulo (SP)
Foto: Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo

 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,98% em março contra 0,35% no mês anterior. A principal contribuição partiu do grupo transportes, que subiu de 1,45% para 3,97%. Só a gasolina passou de 4,42% em fevereiro para 11,33% em março. 

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2% em março, ante 1,07% no mês anterior. 

“No índice ao produtor, os aumentos recentes dos preços das matérias-primas continuam a influenciar a aceleração de bens intermediários e de bens finais. Além disso, os aumentos dos combustíveis também contribuíram para o avanço da inflação ao produtor e ao consumidor. Na construção civil, os materiais para a construção seguem em aceleração impulsionados pela alta dos preços dos insumos básicos”, disse Braz.

*Com Reuters

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