“Incerteza afeta mais ações da Petrobras do que combustível”, diz professor

Desde 31 de março, as ações preferenciais da petroleira, a PETR4, caíram cerca de 4%

Joelson Sampaio, professor de economia da FGV
Joelson Sampaio, professor de economia da FGV Reprodução/ CNN Brasil (06.abril.22)

Artur Nicocelido CNN Brasil BusinessIsabella Galvãoda CNN

em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir o então presidente da Petrobras, o general do Exército Joaquim Silva e Luna, em 28 de março. Porém, até o momento, nenhum outro nome foi definido para o cargo. E as cotação das ações da estatal sofrem com a indecisão.

Em entrevista à CNN, Joelson Sampaio, professor de Economia da FGV EESP, afirmou que “incerteza afeta mais ações da Petrobras do que combustível”. Desde 31 de março, as ações preferenciais da petroleira, a PETR4, caíram cerca de 4%.

O especialista destaca que a falta de decisão afeta a cotação porque existe uma preocupação por parte dos investidores sobre um possível abuso do poder controlador, o governo, já que são acionistas majoritários, ou seja, possuem a maioria dos papéis da companhia.

Como solução para reduzir a volatilidade dos papéis com relação a esse aspecto, Sampaio sugere que o governo indique nomes mais técnicos, que tenham experiências no mercado de energia. “Mas, a gente sempre tem um risco de interferência política”.

O professor de economia detalha ainda que o preço dos combustíveis está mais ligado à cotação da commodity internacional. Por exemplo, os preços do barril chegaram aos US$ 120 em março devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

O petróleo WTI estava cotado a US$ 99,58, com queda de 2,32%, enquanto o brent era US$ 104,34, com desvalorização de 2,14% – ambos os preços por volta das 13h10, horário de Brasília.

 

 

 

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