Incerteza aumenta na prévia de abril e pode atingir recorde da série, diz FGV

Divulgado em edição extraordinária IIE-Br subiu 44,5 pontos em pesquisa preliminar

Mercados globais também têm sofrido com as incertezas provocadas pelo novo coronavírus
Mercados globais também têm sofrido com as incertezas provocadas pelo novo coronavírus Foto: Austin Distel/Unsplash

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Divulgado em edição extraordinária pela Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quinta-feira (16), o Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 44,5 pontos na passagem de março para abril, segundo a prévia do indicador deste mês. Se confirmado, o índice subirá a 211,6 pontos, maior nível da série histórica.

Em março, o IIE-Br já tinha registrado uma alta de 52,0 pontos. O atual nível do indicador alcançado na prévia de abril supera em mais de 100 pontos o início da zona de incerteza elevada (acima de 110 pontos). Antes da pandemia do novo coronavírus, o ponto mais elevado da série histórica do indicador foi alcançado em setembro de 2015, aos 136,8 pontos.

O IIE-Br é composto por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.

Na prévia de abril, o componente de Mídia subiu 35,5 pontos, para o nível recorde de 196,5 pontos. Já o componente de Expectativa avançou 62,6 pontos, para 226,1 pontos, o segundo maior nível da série, abaixo apenas do patamar de outubro de 2002, quando o indicador chegou a 257,5 pontos.

A prévia do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira coletou dados entre o dia 26 do mês anterior ao dia 14 de abril. O resultado fechado do mês será divulgado no próximo dia 30 de abril.

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