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    Indicado para a Petrobras é nova tentativa de escolha técnica, dizem especialistas

    Ministério de Minas e Energia indicou novos nomes para ocupar a presidente e o Conselho de Administração da estatal

    Logo da Petrobras em São Paulo, Brasil.
    Logo da Petrobras em São Paulo, Brasil. Reuters

    Pedro Zanattado CNN Brasil Business

    Em São Paulo

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    José Mauro Ferreira Coelho, nome indicado nesta quarta-feira (6) pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para a presidência da Petrobras segue em linha com as tentativas de escolhas mais técnicas e menos políticas para a estatal, apontam especialistas.

    Para o economista e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Gesner Oliveira as novas indicações são, mais uma vez, técnicas, e com a experiência na área pública. “Trata-se de alguém do setor público, concursado e com a experiência como executivo de estatal”, afirma.

    Coelho foi secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia. Ele pediu demissão da pasta em outubro de 2021.

    Além de Ferreira Coelho, o ministério também indicou o nome de Marcio Andrade Weber para a presidência do Conselho de Administração da Petrobras.

    Oliveira avalia que os novos nomes não devem representar uma grande mudança na política de preços da Petrobras. “Contudo, persiste a desconfiança de que no futuro possa ocorrer possíveis conflitos entre a estatal e a presidência da república, caso aconteça variações fortes no preço dos combustíveis”, avalia o economista.

    O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, diz que “o desfecho” da escolha de um nome para liderar a companhia petrolífera como sendo “uma solução muito boa”. “Dado os impasses recentes e com poder acalmar, no curto prazo, a tempestade que se formava sobre a gestão da empresa”, diz Vale.

    Segundo o Vale, “sai questões militares e políticas e entra duas pessoas com conhecimento de casa para lidar com a Petrobras”, afirmou.

    Reações

    No mercado, o especialista da Valor Investimentos Davi Lelis aponta que é dificil prever com como deve ser a reação nesta quinta-feira (7). “A indicação foi anunciada após o fechamento até mesmo dos contratos futuros.”

    No entanto, segundo Lelis, “se o mercado, no pregão desta quinta-feira, identificar que essa troca mostra um cenário de desorganização e falta de pulso no destino da empresa, precificará essa incerteza com queda. Mas se o mercado gostar do nome do novo indicado, pode reagir de maneira levemente positiva”.

    Já para Gesner Oliveira, com o fim da incerteza do indicado, o mercado deve “aceitar com naturalidade, diminuindo o ruído, incerteza e especulações”.

    As novas indicações ocorrem após a desistência do economista Adriano Pires e do atual presidente do Flamengo, Rodolfo Landim. Ambos haviam sido anunciados para a presidência da Petrobras e para a presidência do Conselho de Administração, respectivamente, no dia 28 de março.

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