Indicador de emprego da FGV volta a subir em abril após 5 quedas seguidas

IAEmp varia 4,5 pontos e alcança o melhor patamar desde dezembro de 2021

Economista do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), Rodolpho Tobler, vê a conjuntura de melhora com reservas
Economista do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), Rodolpho Tobler, vê a conjuntura de melhora com reservas 06/10/2020REUTERS/Amanda Perobelli

Stéfano Sallesda CNN

Rio de Janeiro

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Divulgado nesta quinta-feira (5) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 4,5 pontos em abril e fechou o quarto mês do ano em 79,5.

Essa foi a primeira alta após cinco quedas mensais consecutivas. Na análise trimestral, o indicador subiu um ponto e está em 76,5.

O resultado atual é o melhor desde dezembro de 2021, quando o índice fechou em 81,8 pontos. O IAEmp varia em uma escala de zero a 200 e tem em 100 seu ponto de neutralidade.

Variações a partir dele revelam tendências positivas ou negativas, de acordo com o sentido.

A alta de abril ocorre por causa de elevações nos sete componentes que formam o indicador.

O resultado foi puxado pela alta no quesito situação atual dos negócios, da sondagem de serviços, que variou 1,6 ponto, seguido pela situação atual dos negócios, da sondagem da indústria, com avanço de 1,2 ponto.

O economista do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), Rodolpho Tobler, vê a conjuntura de melhora com reservas.

“A melhora no mês precisa ser contextualizada porque o indicador continua em patamar baixo e foi puxada pelo setor de serviços, que foi mais impactado por ondas da pandemia, como no início em 2022, e que ainda tem espaço para recuperação”, afirma o especialista.

“O principal desafio nos próximos meses será a manutenção desse resultado positivo que dependerá da melhora do ambiente macroeconômico”.

O pico da série histórica, iniciada pela FGV em junho de 2008, foi de 109,6 pontos, alcançado em fevereiro de 2018.

Já o patamar mais baixo foi alcançado em abril de 2020, momento mais crítico de restrições econômicas durante a pandemia de Covid-19, quando chegou a 39,7 pontos.

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