Inflação na OCDE acelera a 6,6% nos 12 meses até dezembro e é a maior desde 1991

Segundo a Organização, aumento foi impulsionado sobretudo pelo salto da inflação na Turquia, que disparou à taxa anual de 36,1%

Visão externa da sede da OCDE em Paris
Visão externa da sede da OCDE em Paris 03/09/2009. REUTERS/Charles Platiau/File Photo

André Marinho, do Estadão Conteúdo

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A inflação nos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) subiu a 6,6% nos 12 meses encerrados em dezembro do ano passado, o maior nível desde julho de 1991, informou a entidade nesta quinta-feira (3).

O resultado representa uma aceleração em relação ao avanço de 5,9% em novembro de 2021 e à alta de 1,2% em dezembro de 2020.

Segundo a OCDE, o aumento foi impulsionado sobretudo pelo salto da inflação na Turquia, que disparou à taxa anual de 36,1% no último mês de 2020. Excluindo-se o dado turco, a elevação inflacionária da OCDE foi um pouco mais moderada, de 5,6%.

Os preços de energia subiram 25,6% no acumulado de 12 meses na OCDE, menos que o crescimento de 27,6% em novembro.

Em 2021 como um todo, a inflação anual da OCDE acelerou a 4%, a maior alta desde 2000, após avanço de 1,4% em 2020.

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