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    Inflação não deve ter dois dígitos em 2022, mas permanecerá alta, diz economista

    Juliana Inhasz, economista e professora do Insper, afirmou à CNN que a inflação para o ano que vem deve ser superior ou muito próxima da meta

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    Em entrevista à CNN, a economista e professora do Insper Juliana Inhasz disse que a inflação não deve prevalecer em dois dígitos no ano de 2022, mas vai continuar acima do que era visto antes da pandemia.

    “Devemos continuar com uma inflação alta para o perfil inflacionário brasileiro da última década, muito próxima do teto da meta e talvez até superior”, afirmou.

    “A gente já parte para 2022 com uma inflação acima de 5%. Ao longo do ano, ela deve ir se ajustando com elementos que vão aparecendo”, acrescentou.

    A economista ressaltou que, por se tratar de um ano eleitoral, os ruídos políticos devem continuar acontecendo em 2022, o que gera incertezas acerca da política econômica brasileira.

    “A gente vai ficar na dúvida do que vai ser o Brasil a partir de 2023. Então, qualquer tipo de declaração vai ser alvo para que incertezas se acentuem ou se amenizem”, declarou.

    Inhasz também lembrou das reformas que estão paradas e eram prometidas nesses últimos anos, como a administrativa e a tributária, e chegou a dizer que elas poderiam ajudar na questão fiscal do Brasil e a trazer mais transparência e menos incertezas.

    “A reforma administrativa, que sem dúvida é muito importante, infelizmente não é tão simples de sair, porque ela envolve várias esferas, interesses, e existe uma necessidade de um capital político para que isso seja votado e saia da forma correta”, afirmou.

    “Ela não resolve todos os nossos problemas, mas seria um passo importante a ser dado para resolver esse imbróglio fiscal que o Brasil vive hoje. Provavelmente deixaria a gente mais transparente, e isso reduz as incertezas e o risco que os investidores estrangeiros veem aqui”, completou.

     

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