Investidores de fundos pagam imposto ‘come-cotas’ nesta segunda (31)

Se for um fundo de longo prazo, o valor que incide sobre o lucro é de 15%; e se for de curto prazo, o percentual é de 20%

Foto: Lorenzo Cafaro / Getty Images

Matheus Prado,

do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Será cobrado nessa segunda-feira (31) o chamado imposto ‘come-cotas’, que incide na rentabilidade de fundos de renda fixa, DIs, multimercados e cambiais. A cobrança é automática, sem necessidade do investidor gerar boleto, e diz respeito ao intervalo entre dezembro e maio.

Diferentemente de outras aplicações financeiras, os fundos de investimentos têm uma tributação antecipada. Duas vezes por ano (no último dia útil de maio e novembro), o investidor paga um tributo sobre o rendimento acumulado no período. Se for um fundo de longo prazo, o valor que incide sobre o lucro é de 15%. Se for de curto prazo, o percentual é de 20%.

Dessa forma, quando o investidor resgata o dinheiro investido, deve pagar apenas a diferença do imposto que ainda não foi cobrado. Mas é bom lembrar que o imposto incinde apenas sobre a rentabilidade positiva. Ou seja, não haverá cobrança se os fundos tiverem prejuízo no período.

Segundo dados da Anbima, em abril de 2021, o total líquido captado na indústria de fundos foi de R$ 23,3 bilhões. No ano, a entrada é de R$ 124,1 bilhões líquidos, já correspondendo a 70,1% do saldo líquido acumulado de 2020.

A rentabilidade dos ativos também vem se recuperando. Os fundos de renda fixa simples carregam retorno de 0,45% no ano e 1,37% nos últimos 12 meses. Os cambiais, que ainda tinham rentabilidade negativa de 0,04% em 12 meses no final de abril, avançavam 4,66% em 2021. Já os fundos multimercados com investimento no exterior carregam 2,73% de crescimento no ano e 14,16% em 12 meses. 

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