IPCA seguirá acima da meta, mas vai desacelerar no 2º semestre, diz economista

À CNN Rádio, Paulo Duarte analisa que alta da inflação era esperada, mas que deixa o BC em ‘situação fragilizada’

Foto: Getty Images/tommy

Amanda Garcia, da CNN

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,96% em julho, “incomoda muito”, mas está “em linha com o esperado”, de acordo com o economista Paulo Duarte, da Valor Investimentos, em entrevista à CNN Rádio.

Ele acredita que o número, o maior para o mês em 19 anos, deixa o Banco Central “em situação fragilizada”, já que está acima da meta estipulada para todo o ano de 2021. Nos últimos 12 meses, o IPCA alcançou 8,99%.

 

Segundo o economista, a inflação vai estourar o teto da meta, que é de 5,25%, ao longo deste ano inteiro, mas ela vai desacelerar no segundo semestre.

“A expectativa é de que tenha um IPCA um pouco mais controlado para o final de 2021 e feche em 6,8% no ano, acima do teto, mas já desacelerando para entrar 2022 com a economia funcionando em termos já normalizados e uma taxa mais próxima de equilíbrio”, avaliou.

O economista destaca que a alta no IPCA é “transitória”, já que os números ainda englobam meses do ano passado de economia estagnada devido à pandemia.

No entanto, Wallace destaca que “a inflação real” está acima do IPCA. “Aquilo que o brasileiro pode e precisa consumir teve uma inflação até maior, a realidade da cesta do consumo nos últimos 12 meses está diferente do que o índice reflete.”

“Isso é sentido principalmente na cesta básica, além dos preços dos combustíveis, crise da energia elétrica que fez a conta de luz subir, com a escassez de chuvas”, exemplificou.

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