Justiça prorroga auxílios financeiros por desastre da Samarco até final do ano

Auxílio é pago por Fundação criada pela Vale e BHP às pessoas afetadas pelo rompimento de uma barragem em Mariana (MG) em 2015

Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), após rompimento de barragem da Samarco
Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), após rompimento de barragem da Samarco Foto: Rogério Alves - 19.nov.2015/TV Senado

Gabriel Araujo,

da Reuters

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A Justiça Federal prorrogou até o final de 2021 o auxílio financeiro emergencial pago pela Fundação Renova às pessoas afetadas pelo rompimento de uma barragem de rejeitos da Samarco em Mariana (MG), em 2015, informou o Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira.

Conforme a decisão da 12ª Vara Federal de Belo Horizonte, a extensão do auxílio está ligada aos efeitos da pandemia de Covid-19, mas o pagamento terá uma redução de 50% a partir de janeiro.

“O pagamento do AFE (auxílio) deve ser mantido e alongado durante todo o ano de 2021, período em que se espera a universalização da vacina, o fim da pandemia e a implementação do sistema indenizatório simplificado em toda a bacia”, apontou a decisão.

Ocorrido em novembro de 2015, o colapso da barragem da Samarco, joint venture formada por Vale e BHP, deixou 19 mortos e atingiu o rio Doce, no que foi considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil.

A Fundação Renova é a instituição independente criada, mediante assinaturas da Vale e BHP, para conduzir os trabalhos de reparação relacionados ao desastre.

 

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