Levantamento indica retração de 1,7% no trimestre em vendas do varejo

Os dados de intenção de compra foram separados em sete categorias diferentes e cinco delas apresentaram um índice negativo, segundo estudo do Ibevar

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Concessionária: o setor de automóveis deve ser responsável pelo pior desempenho do período setor de automóveis deve ser responsável pelo pior desempenho do período

Wesley Santana, colaboração para o CNN Brasil Business

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O atual cenário econômico não está muito favorável para o comércio no Brasil. Além da pandemia do novo coronavírus, que ainda exerce forte pressão sobre a renda da população, outros fatores, como o término do auxílio emergencial, estão impactando a intenção de compra dos brasileiros. 

De acordo com um levantamento feito pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) este primeiro trimestre de 2021 deve fechar com um pequeno avanço de 2,75% no varejo nacional em relação ao mesmo período de 2020. 

No entanto, o resultado não é tão positivo quando comparado ao indicativo do último trimestre do ano passado, com uma queda de 1,73% nas vendas.

 

Os dados de intenção de compra foram separados em sete categorias diferentes e cinco delas apresentaram um índice negativo. O setor de automóveis deve ser responsável pelo pior desempenho do período, com retração superior a 5% em relação aos últimos três meses de 2020.

Já o setor de livrarias e papelarias pode ser o responsável pela pior taxa em um ano, já que o encolhimento das vendas pode chegar a 30%.

Por outro lado, os setores de combustíveis e supermercados podem agir com uma balança para equilibrar o ciclo, visto que as categorias mostraram bons resultados nos últimos meses e devem apresentar um crescimento de 1% neste fechamento. 

Segundo os responsáveis pelo estudo, todas as estatísticas são baseadas na tendência de consumo dos brasileiros que varia conforme a realidade econômica do país. Os dados consideram a incerteza de crédito, desemprego, renda deprimida, entre outros índices. 

Um copo meio cheio

A retração pode parecer negativa quando vista de uma maneira microeconômica. Se considerada a pandemia, que promoveu uma crise mundial, especialista diz que o saldo do setor é positivo. 

Claudio Felisoni, presidente da Ibevar e professor de Economia da USP, lembra que no meio do ano passado, a previsão de queda da economia era de 9%, resultado que poderia ser replicado aos setores do comércio. “Mas no decorrer do semestre, os índices foram revisados para 5% e, agora, a pesquisa projeta essa retração de 1,75% entre os trimestres, que é um número bem abaixo”, afirma. 

Para ele, o auxílio emergencial, que terminou em dezembro, amorteceu o impacto negativo da pandemia e fez com que muitos brasileiros pudessem comprar durante o ano, elevando a taxa de intenção do trimestre passado. 

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