Livraria Cultura fecha duas lojas em São Paulo e uma em Curitiba

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em novembro de 2018 e, desde então, vem negociando com credores e tentando evitar a falência

Livraria Cultura, em São Paulo
Livraria Cultura, em São Paulo Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons

Maria Carolina Abe, do CNN Brasil Business

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A Livraria Cultura anunciou o fechamento de três lojas: nos shoppings Bourbon e Villa-Lobos, em São Paulo, e no Shopping Curitiba, na capital paranaense. Agora, a rede conta com sete lojas em funcionamento.

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em novembro de 2018 e, desde então, vem negociando com credores e tentando evitar a falência. 

“Para os próximos meses, nosso objetivo é manter somente as lojas que trazem retorno no curto prazo. Infelizmente, lojas que teriam um retorno previsto para acima de 6 meses foram descontinuadas. O foco hoje é preservação de caixa e a saúde da empresa”, informou a empresa em nota.

Ainda segundo a nota, a empresa espera lançar “serviços inéditos no mercado” a partir de março. “A partir de março lançaremos serviços inéditos no mercado e daremos ainda mais foco na integração dos meios digitais com nossos pontos de venda para entregar uma experiência extraordinária e única. Não temos a pretensão de concorrer com os gigantes do comercio eletrônico, mas sim de oferecer aos nossos clientes algo que ninguém oferece, novo e único.”  

Leia abaixo a íntegra da nota da empresa:

“Desde março de 2020, devido a todas as restrições impostas pela crise do Covid, iniciamos negociações com todos os nossos locadores para que tivéssemos condições comerciais adequadas a nova realidade e pudéssemos manter nossas lojas de maneira sustentável. 

Apesar dos esforços de todos os lados, o prolongamento da crise e a falta de previsibilidade nos fez tomar a decisão de encerrar as operações das lojas do Shopping Bourbon (SP), Shopping Villa-Lobos (SP) e Shopping Curitiba (PR).

Ao longo dos últimos anos o mercado online ganhou grande representatividade no mercado editorial. A pandemia impôs novos hábitos de consumo que dificilmente irão retroceder. A digitalização que tomou conta das pessoas e das empresas veio para ficar. Hoje as vendas de livros online representam algo como 80% da receita total do mercado. Esses fatores trazem desafios adicionais para o modelo tradicional das livrarias no médio e longo prazo. Parte importante do faturamento das lojas vinha de eventos, noites de autógrafos, atividades culturais, gastronômicas e obviamente de contato social. Infelizmente não acreditamos que tais atividades voltarão com força ainda em 2021.

Nosso plano é voltarmos ao lucro ainda esse ano para sairmos da Recuperação Judicial o mais breve possível. Não temos dúvida de que as lojas físicas continuarão a desempenhar um papel muito relevante no mercado, porém de maneira muito diferente da que estávamos acostumados. Estamos revisando totalmente nosso portfolio de lojas e serviços. Já iniciamos negociações para implementação de novos modelos de lojas em diversas cidades do Brasil, porem isso só acontecera quando as coisas ficarem mais claras. 

A partir de março lançaremos serviços inéditos no mercado e daremos ainda mais foco na integração dos meios digitais com nossos pontos de venda para entregar uma experiência extraordinária e única. Não temos a pretensão de concorrer com os gigantes do comercio eletrônico, mas sim de oferecer aos nossos clientes algo que ninguém oferece, novo e único.  

Para os próximos meses nosso objetivo é manter somente as lojas que trazem retorno no curto prazo. Infelizmente lojas que teriam um retorno previsto para acima de 6 meses foram descontinuadas. O foco hoje é preservação de caixa e a saúde da empresa. O início da vacinação é um primeiro passo para voltarmos a normalidade, mas o Brasil ainda tem desafios gigantescos para conseguir superar essa crise. Infelizmente o ano de 2021 será também muito difícil. Com as medidas tomadas queremos estar prontos para, na medida que a normalidade for se restabelecendo, iniciarmos uma nova era para a Cultura.”

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